Morreu nessa sexta-feira (30/1) o jornalista e chargista Oldack Esteves, aos 96 anos. O comunicador foi enterrado na tarde deste sábado (31/1) no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte.

Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005.

“Com seu traço, Oldack ajudou a retratar a trajetória política do Brasil e, ao longo das décadas, marcou a história do Estado de Minas”, afirma Josemar Gimenez, presidente do jornal.

Oldack costumava inserir elementos fixos em suas charges, como a presença constante de um rato e uma tartaruga, que funcionavam como um selo pessoal ou metáfora recorrente em suas sátiras.

Oldack Esteves trabalhou no jornal Estado de Minas por 68 anos Arquivo EM
Oldack Esteves trabalhou no jornal Estado de Minas por 68 anos Arquivo EM
Oldack Esteves trabalhou no jornal Estado de Minas por 68 anos Arquivo EM

Os traços dele, inclusive, inspiraram vários trabalhos em universidades, como é o caso de uma dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2006. O objetivo do trabalho foi avaliar a polifonia no trabalho de Oldack.

Para Vaneza Aparecida de Figueiredo Vasconcellos, as charges de Oldack Esteves chamam a atenção pela maneira peculiar como são construídas. “Muitas vezes, o espaço de uma única charge é dividido em planos distintos que mostram diversos espaços sociais, culturais, esportivos e, principalmente, políticos”, diz.

Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005 Arquivo EM
Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005 Arquivo EM
Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005 Arquivo EM
Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005 Arquivo EM
Oldack trabalhou no jornal Estado Minas por 68 anos. Seus últimos trabalhos foram publicados em 2005 Arquivo EM

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“O uso de vários recursos, como a fotografia retirada de um artigo ou reportagem e inserida nos desenhos, e da inserção de provérbios, narrativas, denominações diversas, diálogos ambíguos e comentários parecem simular o discurso do outro, representado em muitas oportunidades por animais personificados, constituindo-se em estratégias que nos pareceram importantes para uma reflexão no interior da análise do discurso”, completa.

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