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Família de menino morto em deslizamento faz vaquinha para reconstruir casa

Pais e irmãos de Luigi de Jesus Auricho, de 5 anos, que morreu soterrado em um deslizamento em Sabará (MG), na Grande BH, moram de favor desde dezembro

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Quase dois meses após o deslizamento de terra que soterrou e matou o pequeno Luigi de Jesus Auricho, de apenas 5 anos, a família tenta reconstruir a vida e, agora, faz um apelo: morando de favor na casa de parentes, os pais e os irmãos do menino tentam construir uma nova moradia. O pedido de ajuda é realizado por meio de uma vaquinha on-line, cuja arrecadação, até a manhã desta terça-feira (3/2), alcançou apenas 4,6% do esperado. A meta é alcançar R$ 150 mil para construir uma casa ou comprar um imóvel fora de área de risco, como onde moravam.

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A família residia na Rua Zilda Caldeira de Oliveira, no Bairro Morro do São Francisco, em Sabará (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte – apontada como uma área de risco pela Defesa Civil do município. Além de o episódio que vitimou Luigi, o muro de uma casa desabou na madrugada do último dia 23. Na ocasião, não houve feridos, mas reforçou o perigo da região. De acordo com a tia de Luigi, Kênia Mateus Fernandes, a família encontra dificuldades em conviver com o luto e também com a moradia.

“Eles estão morando de favor na casa de uma prima do pai, e ainda com muita dificuldade de aceitar o acontecido. Ainda não encontramos local para a construção ainda. Sabará é uma cidade que está carente de imóveis. Eles querem morar aqui [na cidade], mas não querem morar em local de risco mais”, conta a familiar.

Interessados em ajudar podem contribuir financeiramente por meio da vaquinha eletrônica criada pelo marido de Kênia, Victor Hugo Marciano Silva. O objetivo descrito no site é adquirir ou reconstruir uma moradia em local seguro, além de comprar itens básicos, como móveis, eletrodomésticos, colchões, roupas e utensílios domésticos.

“Nosso objetivo é claro e urgente: reconstruir um lar seguro para a Betânia [mãe de Luigi], o Leonardo [pai] e as duas crianças. Eles não podem e não devem retornar a uma área de risco. Este não é apenas um apelo por recursos; é um convite para ser parte da rede de apoio que impedirá que essa tragédia se torne ainda mais profunda. Em meio à dor, oferecer a segurança de um novo lar é o primeiro passo para que essa família possa, um dia, voltar a respirar”, diz Victor.

Ainda de acordo com Kênia, os parentes também tentam angariar fundos de outras maneiras, uma vez que a família está bastante necessitada. O pastor de uma igreja que a família frequenta também está tentando arrecadar recursos. “Estamos precisando dar um ‘up’ na divulgação para ver se conseguimos atingir nossa meta, de retribuir uma parte da perda que eles tiveram e apartar o grande sofrimento que estão passando ainda”, conta.

Relembre o caso

Luigi deu cara à primeira morte no período chuvoso de 2025-2026 registrada em Minas Gerais. Ele teve a morte cerebral confirmada no dia 18 de dezembro, dois dias depois de ter sido soterrado em um deslizamento que atingiu a casa da família, na Rua Zilda Caldeira de Oliveira, no Bairro Morro do São Francisco, em Sabará (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além dele, os irmãos, de 7 e 10 anos, e os pais, de 43 e 51, estavam no imóvel no momento. Com a gravidade, o menino sofreu parada cardiorrespiratória e foi reanimado por 50 minutos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), o desabamento foi provocado pela chuva forte. Com o excesso de umidade, a terra desabou e atingiu a casa. A irmã, Lavínia, de 7 anos, não se feriu e foi acolhida por vizinhos. Já Lorenzo, de 10 anos, foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), junto dos pais. O menino de 5 anos foi encaminhado para o Hospital João XXIII, em BH, onde teve a morte confirmada depois.

O menino passou por procedimentos médicos e foi acompanhado pela mãe, Betânia Graziela dos Santos Jesus, acompanha o filho e se encontra extremamente fragilizada. Um pastor e agentes da Assistência Social de Sabará prestam apoio à família.

Desigualdades agravam tragédias

De acordo com o Professor do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Richard Moreira explica que moradores de áreas de risco, como o bairro onde Luigi morreu, enfrentam o temor de que suas casas sejam destruídas e até mesmo de perder a própria vida. O perigo se multiplica nas parcelas de menor renda da população, agravado ainda pelas mudanças climáticas, aponta especialista.

Autor da tese “Vulnerabilidades e heterogeneidades populacionais em contexto de realocação planejada em Belo Horizonte”, defendida em 2023, o demógrafo chama atenção para um cenário de riscos geológicos desiguais até mesmo nas regiões listadas pelo IBGE. Além de viver nos terrenos mais vulneráveis, grupos de menor renda têm dificuldade de se precaver ou investir em formas de proteção contra danos.

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“A tendência é que a situação piore como um todo. E para as pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade maior, a perspectiva é que piore ainda mais”, acredita. “Se tenho um nível de renda maior, consigo me precaver, ter uma reserva financeira para desenvolver formas de me proteger da chuva, construir um muro de arrimo na minha casa ou outras opções de construção para absorver o fluxo de água da chuva. A gente não vê isso acontecendo nas partes mais pobres da cidade, justamente por uma questão de desigualdade socioeconômica”, diz Moreira.

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