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CARNAVAL 2026

Com sol ou chuva, folia não para: o que vai bombar nos looks do carnaval

Entre glitter, hot pants, pochetes impermeáveis e peças leves, foliões ignoram a previsão instável e apostam em looks versáteis para cair na folia

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Fantasias cheias de brilho, peças leves que secam rápido e muitos acessórios dominam as escolhas dos foliões de Belo Horizonte para o carnaval deste ano, que promete dias quentes intercalados com pancadas de chuva. Sem deixar a animação de lado, quem vai curtir os blocos não está preocupado se vai chover ou não e está preparado para encarar qualquer clima — sempre com muito glitter.

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Com o clima imprevisível típico do verão, a possibilidade de chuva não tem desanimado quem se prepara para cair na folia. Nas lojas do Centro da capital mineira, a cena se repete: araras cheias de brilho, prateleiras lotadas de acessórios e vendedores confirmando que o foco do público está longe do guarda-chuva.

Entre os foliões, a regra é não perder o brilho independentemente do tempo. Para a publicitária Ingrid Orjan de Oliveira Castro, de 30 anos, a chuva definitivamente não entra como critério na hora de montar o look. “O que guia meus looks é a pegada dos brilhos, das redinhas, das pedrarias. A chuva não tá sendo uma preocupação, e não é um empecilho para curtir o carnaval”, afirma.

Wallace Fernandes, diretor da Casa Carnaval
Wallace Fernandes, diretor da Casa Carnaval Tulio Santos/EM/D.A. Press

Segundo Ingrid, no meio da multidão, ninguém está preocupado com previsão do tempo. “Na hora do bloco a gente fica animado, todo mundo junto, então faz calor do mesmo jeito”, afirma. Ela explica que as roupas que escolheu são feito de tecidos que foram pensados para aguentar a chuva. “São peças feitas para isso, para molhar e não estragar, não atrapalhar a diversão.”

Na hora de escolher a roupa, a publicitária conta que busca sempre um equilíbrio entre conforto e impacto visual. "Eu faço uma combinação perfeita dos dois. Precisa do equilíbrio, porque só o visual não sustenta até o final do bloco, mas só o conforto sem você ta combinando com o bloco, a fantasia acaba que não tem muita graça, então eu doso os dois."

 Para este carnaval, Ingrid aposta em produções monocromáticas, cores mais blocadas e muito brilho. “Pedras, glitter, brilho sempre. Eu não penso em fantasia fechada, penso mais em produção.”

 Apesar do look não ser pensado para se proteger da chuva, Ingrid destaca um item que virou quase indispensável entre os foliões: a pochete. De preferência, impermeável. "É o único acessório que faço questão de ser à prova de chuva. Se cair uma chuva forte, pelo menos o celular e os documentos ficam protegidos. De resto, pode molhar tudo”, brinca. Mas se tem algo que ela não abre mão de jeito nenhum, faça sol ou chuva, é o glitter. “O glitter é o próprio acessório do carnaval.”

Ludmila Vieira, da Loja colaborativa Endossa
Ludmila Vieira, da Loja colaborativa Endossa Tulio Santos/EM/D.A. Press

A estatística Ludmila Vieira Lage, de 42 anos, compartilha da mesma despreocupação com a previsão do tempo. Para ela, quem decide ir para a rua no carnaval já precisa estar preparado para tudo. “Quando a gente pensa em carnaval, pensamos em roupa leve, independentemente da chuva. O que importa é estar bonito”, afirma.

Neste ano, Ludmila tem buscado looks com bastante paetê, cores vivas e referências à natureza. “No meu look vão ter plantas, brilho, brincos grandes e maquiagem bem marcante. Acho que isso vai aparecer muito na rua. Então estou procurando algo mais ligado à natureza mesmo”, diz.

Se chover? Ludmila não se preocupa. “Vou usar colinha na maquiagem para durar mais tempo e uma pochete impermeável para proteger o que é importante como o celular, documentos e dinheiro. De resto, não importa a chuva, pode molhar tudo, eu vou estar lá para aproveitar ao máximo”, garante.

Assim como Ingrid, Ludmila acredita que o carnaval permite, e até incentiva, a mistura entre conforto e exagero. “Dá para ser confortável e, ao mesmo tempo, desfilar ali com o pessoal, bem montada”, afirma. Para ambas, a regra básica do carnaval é: “Glitter tem que ter em tudo”.

Nas lojas, essa despreocupação com o clima se reflete diretamente nas vendas. No Edifício Maletta, um dos pontos mais tradicionais localizado na Avenida Augusto de Lima, 233, a loja Carnaval Uai tem registrado alta procura por acessórios e peças versáteis. Segundo a vendedora Lorrany Gomes Goulart, o público está focado na folia. “O pessoal está esquecendo da chuva. Eles estão procurando mais acessórios e roupas para curtir mesmo."

Por lá, o que mais sai são acessórios e peças cheias de brilho. “Sainha, quimono, hot pant, tudo com muita cor”, explica. Embora a loja tenha opções para chuva, como capas e guarda-chuvas criativos — incluindo modelos de cabeça —, a procura é pequena. “O pessoal tá apostando no calor.”

O desejo de fugir do comum também aparece forte. “Todo mundo quer causar, quer algo diferente”, afirma a vendedora. E, nesse cenário, os acessórios seguem como protagonistas. “Mesmo quem não vai se fantasiar acaba colocando um acessório. Seja na cabeça, no rosto, um brinco, uma pedraria.”

Entre os itens mais curiosos estão cartelas de adesivos para o rosto, sprays de glitter para o corpo e cabelo e até decalques para decorar celular e isqueiro. “O pessoal tá fantasiando até o celular”, conta. Para quem busca um item coringa, Lorrany aponta o guarda-chuva de cabeça. "Ele ajuda a proteger do sol e da chuva sem comprometer o look e ajuda a manter o brilho no lugar.”

Na Estação Carnaval, na Avenida Álvares Cabral, o clima é parecido, mas com um toque artesanal e funcional. A loja colaborativa aposta em peças que unem estética e praticidade. A idealizadora e sócia Paula Silva observa uma procura crescente por acessórios funcionais. “As pochetes térmicas, resistentes à água e até com sistema antifurto têm saído bastante”, afirma.

Os chapéus também ganham destaque, não só como item estético, mas como proteção. “Eles dão um close enorme e ainda ajudam a proteger do sol. Bonés, viseiras e chapéus vêm em novas roupagens justamente por causa do calor que o folião está esperando”, explica Paula.

As peças de lycra, como bodies e biquínis, são grandes aliadas. “São confortáveis, secam rápido e não deixam o folião numa situação ruim depois de um banho de chuva”, diz. Além disso, são versáteis. “Você usa no carnaval e continua usando no resto do ano.”

Para Paula, o público não tem demonstrado preocupação com a chuva. “As pessoas não deixam de se montar. Se chover, choveu. Faz parte do carnaval”, afirma. Ela acredita que, no meio da alegria do bloco, a chuva vira apenas um detalhe. “Às vezes até refresca, pra dar uma aliviada no calor.”

O equilíbrio entre conforto e impacto visual também aparece como tendência forte. “Muita gente quer peças que não incomodem, mas que façam uma entrega bonita, que as pessoas percebam”, observa. E, claro, o brilho segue absoluto. “O glitter é um clássico. Faça chuva ou faça sol.”

Além dos looks, Paula chama atenção para a importância do preparo físico e emocional. “O carnaval de BH é diurno. Faça chuva ou faça sol, é importante se hidratar, descansar e estar bem”, aconselha. Para ela, o mais importante é estar confortável e feliz. “Se você está bem com você mesmo, nada derruba a sua felicidade.”

Já na Casa Carnaval, localizada na Avenida Olegário Maciel, uma das tradicionais lojas do segmento na capital, o diretor Wallace Fernandes confirma que a chuva não tem influenciado o perfil das compras. “As pessoas estão preocupadas em pular o carnaval”, resume. Segundo ele, o público não separa fantasias para sol ou chuva. “Eles querem curtir.”

Na loja, o glitter segue como carro-chefe. “Se não tiver glitter, parece que a loja não existe”, brinca Wallace, que atua no mercado há oito anos. Hot pants, saias metalizadas de paetê, brocal e lantejoulas lideram as vendas entre as mulheres. Entre os homens, coletes, camisetas leves e fantasias de personagens continuam em alta.

O conforto aparece como fator decisivo. “Dependendo da fantasia, ela pode incomodar, não respirar. Aí chega no final do bloco e a pessoa está machucada. Então o público procura conforto”, explica. Wallace também observa que muitos foliões montam mais de um look por dia. “Tem gente que compra roupa para o bloco da manhã, da tarde e da noite.”

Entre tecidos leves, muito brilho, pochetes impermeáveis e criatividade de sobra, faça sol ou chuva, a folia está garantida na capital — e com muito glitter.

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*Estagiária sob supervisão

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