Suspeito de arrancar coração de vítima é preso
Os crimes de assassinato e tortura aconteceram em setembro de 2024, em Paracatu, e o suspeito foi localizado em Uberlândia
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Foi preso em Uberlândia, Triângulo Mineiro, nesta quarta-feira (4/2), um dos procurados pela morte de um homem e pela tortura de outra vítima. O sobrevivente foi obrigado a morder o coração arrancado do corpo do homem assassinado.
O suspeito foi localizado em Uberlândia, em um trabalho conjunto entre as delegacias regionais do Triângulo Mineiro e de Paracatu.
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O homem tem 22 anos e foi detido no bairro Tocantins, sem oferecer resistência à prisão. O procurado estava com mandado de prisão preventiva expedido pelo Judiciário de Paracatu e foi recambiado para o Presídio Professor Jacy de Assis, onde ficará à disposição do Poder Judiciário.
O homicídio teria sido motivado por desavenças relacionadas a pequenos furtos praticados pela vítima, que estariam atraindo a atenção policial e causando prejuízos à atividade de traficantes na região onde os crimes eram cometidos, em Paracatu. O homem preso em Uberlândia é apontado como líder da quadrilha e mandante do homicídio.
O sobrevivente foi obrigado a ajudar a ocultar o cadáver, e seu depoimento contribuiu para a elucidação do crime. "Essa pessoa (o sobrevivente) foi obrigada a também carregar o morto por mais de 100 metros até o local onde o corpo foi jogado", disse o delegado da delegacia de Homicídios de Uberlândia, Carlos Antônio Fernandes.
A ação foi conduzida pela Agência de Inteligência do 9º Departamento de Polícia Civil e pela Delegacia de Homicídios de Uberlândia. Em fevereiro de 2025, dois suspeitos já haviam sido indiciados por homicídio, tortura, ocultação e vilipêndio de cadáver, após a conclusão das investigações sobre os crimes. Um adolescente de 17 anos também é investigado por participação na ação.
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O crime
Os quatro suspeitos, segundo a investigação, teriam espancado um homem de 31 anos até a morte e torturado outra vítima, de 23 anos. O sobrevivente teria sido obrigado a morder o coração do morto e foi mantido sob ameaças até ser solto. "Os autores abriram o peito da vítima, retiraram o coração e obrigaram o envolvido a morder o órgão, mediante tortura e sob ameaça de morte", explicou Carlos Fernandes.