Suspeito de matar jovem em Juatuba foi visto no Centro de BH
Ítalo Jefferson é procurado pela polícia; ele é considerado astuto e já teria mudado a aparência em outras ocasiões para evitar a prisão
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Ítalo Jefferson, de 43 anos, principal suspeito de estuprar e matar a jovem Vanessa Lara de Oliveira, de 23, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi visto na Rodoviária de Belo Horizonte na terça-feira (10/2), entre 10h e 12h, um dia depois do crime. O registro de Ítalo no local foi feito por câmeras de segurança que a polícia teve acesso. Ele ainda segue procurado.
Segundo o sargento Rony, da Polícia Militar em Juatuba, o suspeito é considerado astuto e já teria mudado a aparência em outras ocasiões para evitar a prisão. “Tive contato com pessoas da família dele e me informaram que ele é astuto. Ele não é bobo e vai se misturar com usuários de drogas nas barracas”, afirmou.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Ítalo possui condenações por estupro em 2002, 2004 e 2008. Agora, volta a ser investigado por um crime violento.
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O TJMG expediu mandado de prisão contra o suspeito, que cumpria pena em regime fechado na Comarca de Patrocínio por crimes como tráfico, furto, roubo e estupro. Moradores afirmam que ele era conhecido em Juatuba por assediar mulheres. A informação foi repassada ao Estado de Minas nessa quarta-feira (11/2).
De acordo com a comarca de Juatuba, em setembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) desclassificou o crime de tráfico para uso de drogas, o que resultou na extinção da pena de oito anos anteriormente aplicada.
Em dezembro de 2025, o Juízo da Comarca de Patrocínio recalculou a pena e concedeu progressão para o regime semiaberto domiciliar, com expedição de alvará de soltura cumprido em 20 de dezembro, o que resultou na extinção da pena anteriormente aplicada, de 8 anos de reclusão.
Em janeiro, o processo foi encaminhado à Comarca de Juatuba, após o sentenciado indicar endereço na cidade. Menos de dois meses depois de deixar a prisão, ele é suspeito de estuprar e matar Vanessa. Diante disso, o juízo determinou a regressão cautelar para o regime fechado e a expedição do mandado de prisão.
As penas atribuídas a Ítalo Jefferson somam 38 anos, 10 meses e 29 dias de reclusão, dos quais 23 anos, 11 meses e 19 dias já foram cumpridos. Entre as condenações estão crimes de roubo, estupro, atentado violento ao pudor, furto e resistência, com sentenças transitadas em julgado entre 2002 e 2020.
Suspeito
O homem de 43 anos é suspeito de cometer o crime, segundo a PMMG. A corporação informou que estava na casa de familiares do homem, nessa terça-feira (10/2), quando ele ligou e confessou a autoria do crime. Na mesma ligação, o suspeito disse que estaria no Centro de Belo Horizonte, para onde teria fugido, conforme registro policial. Em seguida, segundo a PMMG, ele desligou e não atendeu mais o telefone.
Conforme a PMMG, populares que estavam no local onde o corpo foi encontrado teriam indicado quem era o suspeito do crime e onde a família dele mora. Os militares foram até a residência indicada e encontraram o primo, o cunhado e a mãe do suspeito. À corporação, os familiares disseram que Ítalo chegou em casa, na segunda-feira (9/2), sujo de barro, com arranhões e a roupa suja de sangue.
Ítalo alegou aos familiares que havia usado drogas com uma mulher e eles brigaram, e esse seria o motivo do estado dele. Em seguida, segundo os parentes, o suspeito tomou banho e pediu R$ 200 para a mãe, dizendo que iria para o Centro de Belo Horizonte, para morar na rua.
A família entregou à polícia o short que o homem usava na segunda-feira, com manchas de sangue. A peça irá passar por perícia. O suspeito ainda não foi localizado e segue sendo procurado pela PMMG.
Corpo encontrado
O corpo de Vanessa Lara de Oliveira foi encontrado na tarde dessa terça-feira (10/2). Ela estava desaparecida desde segunda-feira (9/2) e foi vista pela última vez no Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Juatuba, onde prestava serviço para uma empresa terceirizada.
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Ao Estado de Minas, familiares da vítima contaram que ela trabalhava para custear a faculdade de psicologia.