O presidente do PSD em Minas Gerais, Cassio Soares, afirmou que o partido não trabalha com a hipótese de uma candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do Estado dentro da legenda em 2026. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, ele reforçou que o PSD já definiu seu projeto eleitoral em Minas, voltado à candidatura do vice-governador Mateus Simões, que se filiou ao partido em outubro do ano passado.
Questionado sobre a relação com Pacheco, Cassio disse que mantém um diálogo respeitoso, sereno e honesto com o senador, ainda que hoje estejam em campos políticos diferentes. “Durante todas as conversas com o Mateus, o Rodrigo estava sendo informado. Ele é um grande homem público, ainda que não compreendido por uma parcela do eleitorado, especialmente da direita após os atos do dia 8 de janeiro”, afirmou.
Pacheco é cotado como possível candidato ao Palácio Tiradentes, movimento que poderia incluir uma troca de partido. Ele é tido como favorito do presidente Lula para compor o palanque do PT em Minas, fato inclusive citado pelo chefe do Planalto em entrevista ao EM e TV Alterosa. Na ocasião, ele afirmou que não desistiu de ter Pacheco como cabeça de chapa no estado e ressaltou que ainda há tempo para convencê-lo.
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Sobre essa possibilidade, Cassio afirmou que não ouviu diretamente do senador qualquer sinal de mudança e lembrou que, em declarações públicas, Pacheco chegou a mencionar a intenção de se afastar da vida pública. “Não ouvi dele essa possibilidade. Isso é uma questão muito pessoal, íntima. Ele é muito preparado e se vier vai engrandecer o debate”, disse.
O mandato de Rodrigo Pacheco se encerra em janeiro de 2027. Em novembro do ano passado, após o anúncio do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, posto que o senador desejava ocupar, Pacheco afirmou, em entrevista coletiva, que pretendia encerrar seu ciclo no Senado. Semanas depois, recuou do tom e passou a dizer que a decisão sobre o futuro político seria construída em diálogo com seus aliados.
Ao avaliar a atuação de Rodrigo Pacheco no comando do Senado, Cassio elogiou a trajetória política do político e destacou o papel desempenhado pelo senador em um período de forte tensão institucional no país. “Rodrigo teve uma participação muito relevante na manutenção da democracia. Sofreu desgastes por ocupar uma cadeira que exigia posições firmes e tomou as decisões que considerou necessárias naquele momento”, avaliou.
Cássio ressaltou que, apesar das diferenças de projeto, o PSD não fecha as portas para Pacheco e reconhece sua relevância política. Segundo ele, a definição antecipada de um nome para a disputa estadual faz parte de uma estratégia de clareza e coerência, valores que, na avaliação do dirigente, são decisivos para a relação do partido com o eleitorado mineiro.
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“Caso o Rodrigo venha a ser candidato, será com o apoio do governo Lula. O Mateus, por sua vez, defende uma ampla unificação da direita”, afirmou.
