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Silveira diz que Pacheco não deve recusar pedido de Lula

Ministro de Minas e Energia afirma que, mesmo se o senador não disputar o governo do estado, não faltará palanque para o presidente

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Ipatinga – Em meio às articulações que começam a dar contorno à sucessão estadual de 2026, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), disse acreditar que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) aceitará o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, durante agenda em Ipatinga, no Vale do Aço, nessa quinta-feira. Sem tratar o cenário como fechado, Silveira sinalizou que, mesmo em caso de recusa de Pacheco, a montagem de um palanque para Lula em Minas não encontrará obstáculos. Mais do que isso, o próprio ministro não descarta entrar no jogo, desde que convocado pelo presidente.

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A avaliação de Silveira parte de um diagnóstico político que ele tem reiterado em declarações à imprensa, de que “Lula é quem vai dar o caminho”. “Tem muita gente querendo dar palanque para o presidente”, afirmou o ministro, ao comentar a reunião realizada, na terça-feira (3/2), com deputados federais e lideranças do PT, em Brasília, para tratar da sucessão estadual.

Questionado sobre o encontro, ele evitou antecipar definições, mas procurou afastar a leitura de que a multiplicidade de nomes em circulação represente desorganização do campo governista. Para ele, o movimento reflete justamente o contrário: a força política do presidente.

O ministro reforçou a convicção de que o nome preferido de Lula para a disputa é o de Rodrigo Pacheco. Na sua avaliação, o senador dificilmente recusaria um convite dessa dimensão. “Acho que Pacheco não vai se negar a servir aos mineiros, não vai negar um pedido do presidente Lula, porque ele sabe que vai contribuir até com o Brasil. Agora, se ele o fizer, como nós dissemos, tem muitos outros nomes querendo atender o presidente Lula”, afirmou. Silveira acrescentou que, no “momento adequado”, o presidente colocará “o seu time nas ruas de Minas Gerais”.

Questionado sobre uma eventual candidatura ao Senado, hipótese ventilada nos bastidores, o ministro tergiversou e voltou a dizer que a decisão cabe exclusivamente ao presidente. Contexto em que colocou-se inclusive à disposição para disputar o governo de Minas.


“MISSÃO”

“A missão que ele me der, se for para poder governar os mineiros, eu farei com a dedicação que fiz a minha vida inteira em outras funções. Se for para servir no Senado da República, basta olhar o legado que eu deixei”, declarou. Ele recorreu ainda a uma metáfora frequente em suas falas ao afirmar que Lula tem um time e que espera que os “jogadores convocados tenham coragem de atender ao chamado”.

A indefinição em torno do futuro político de Pacheco passa, necessariamente, por sua saída do PSD. A legenda, que Silveira ajudou a fundar em 2011 e presidiu em Minas, hoje se organiza para lançar a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao governo do estado. Simões se filiou ao partido em outubro passado, entre outros motivos, para ampliar o tempo de campanha e reduzir o desconhecimento de seu nome junto ao eleitorado mineiro, como indicam pesquisas.

Pacheco, por sua vez, tem mantido conversas com o União Brasil. A recente mudança no comando estadual da sigla, com o deputado federal Rodrigo de Castro assumindo a presidência, abre espaço para que a aliança se concretize. Isso porque Castro é seu aliado.

Silveira avaliou ainda que o momento atual é mais oportuno do que o de 2022, quando Lula apoiou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, então no PSD, na disputa contra a reeleição de Romeu Zema (Novo). “Nós não tínhamos as entregas que temos hoje para mostrar para o Brasil. Agora tem uma série. Então nós iremos para as ruas de Minas para conversar com os mineiros defendendo o seu nome com muito mais facilidade, porque temos entregas objetivas para poder mostrar para o povo de Minas e do Brasil”, afirmou.

Na conversa com o Estado de Minas, o ministro voltou a sustentar, sem citar nomes, que ninguém pode impor condições a um líder da estatura política de Lula. “Equivoca-se quem coloca qualquer condição para o presidente Lula”, disse, em declaração que, nos bastidores, é interpretada como uma possível alfinetada em Pacheco.

A avaliação é de que o senador tende a dizer “sim” ao presidente, mas com condicionantes. Entre elas, a filiação a um grande partido de centro, apoio político efetivo e uma estrutura partidária robusta para a campanha.


FUTURO POLÍTICO

Sobre sua própria mudança de partido, inclusive com vistas a uma candidatura ao Senado, Silveira evitou definir um destino. “Quero esperar mais para ver o que será necessário fazer, mas quem vai decidir o meu futuro político é o presidente Lula”, repetiu. Embora reconheça o vínculo afetivo com o PSD, o ministro admitiu que o cenário é dinâmico e que decisões precisarão ser tomadas até o prazo legal de abril. “Eu aprendi que a política tem seu tempo. E é bíblico também, está no provérbio de Salomão que a cada dia basta o seu cuidado. Estou cuidando hoje do Ministério de Minas e Energia do Brasil. É esse o meu dever”, afirmou.

Em entrevista recente ao EM, o presidente estadual do PSD, deputado estadual Cássio Soares, disse ver “grande dificuldade” na composição de uma chapa em que Silveira concorra ao Senado, diante de sua proximidade com Lula. “Como vamos ter um palanque em que o candidato a governador, Mateus Simões, está junto com os candidatos de direita, enquanto o candidato ao Senado pede votos para Lula, que é da esquerda? O eleitor não compreende isso. E uma das coisas que o eleitor não perdoa é a incoerência”, afirmou o deputado.

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Ao comentar a hipótese de um retorno ao Senado, Silveira fez questão de lembrar sua atuação parlamentar, citando a PEC da Transição e a relatoria da Lei Paulo Gustavo, embora tenha reforçado que não pleiteia uma candidatura. “Eu não pleiteei candidatura ao Senado. Essa definição é do presidente da República. Quem vai decidir o meu futuro político é o presidente Lula”, reiterou. “Na última eleição nós fizemos a campanha exatamente assim: time do Lula. E agora nós vamos de novo ser o time do Lula”, completou.

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