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Investigação

Pressionado, Toffoli sinaliza que insistirá na relatoria do caso Master

Ministro é alvo de questionamentos sobre suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Citado em relatório da PF, ele determinou que a corporação envie ao Supremo os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação

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Mesmo com a crise instalada na República, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinaliza que não irá ceder à pressão para deixar a relatoria da investigação do Banco Master. Entre os ministros, há um consenso de que o relatório da Polícia Federal sobre a suposta ligação do banqueiro Daniel Vorcaro com o magistrado é “grave” e contamina toda a Corte. Por outro lado, o relator insiste e diz não ver motivos para se afastar do caso. Os integrantes do Supremo estão reunidos, na noite desta quinta-feira (12/2), para discutir a situação. 

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O presidente do tribunal, Edson Fachin, apresentou aos colegas o relatório que detalha as menções a Toffoli encontradas no celular de Vorcaro. Ele também expôs a resposta do ministro diante das citações. O conteúdo está sob sigilo e foi entregue pelo próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, na quarta-feira.

O relatório da corporação elenca telefonemas entre Toffoli e Vorcaro e também o envio de um convite para uma festa de aniversário do ministro do STF, além de conversas do empresário com outras pessoas a respeito de pagamentos relacionados ao resort Tayayá, no interior do Paraná. 

Toffoli é o relator da investigação sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB. A Polícia Federal não pediu expressamente a suspeição do relator, mas enumerou os achados no celular que indicariam o impedimento do ministro permanecer na relatoria e também no julgamento no plenário da Corte. 

Nos bastidores, parte da Corte avalia que a melhor saída para Toffoli é abrir mão do caso. Na manhã desta quinta-feira, o magistrado admitiu, por meio de nota, que é sócio da Maridt, empresa que vendeu uma participação no resort Tayayá para um fundo do cunhado de Vorcaro. 

Ele afirmou que todos os valores foram declarados à Receita Federal e ressltou que nunca "recebeu qualquer valor” do banqueiro ou de Fabiano Zettel, o cunhado. Mais tarde, em mais uma sinalização de que pretende insistir na relatoria, Toffoli determinou que a Polícia Federal envie os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação sobre o Banco Master.  

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