A música não apenas soa; ela ocupa, cura e une. No coração de Lagoa Santa, o carnaval deixa de ser apenas uma festa de calendário para se tornar um manifesto de ocupação afetiva do espaço público. É um convite para que o asfalto sinta o peso leve dos passos de crianças e a cadência experiente dos mais velhos, provando que a folia é, acima de tudo, um encontro intergeracional de almas.
O que prometer pulsar na Lagoa Olhos D'Agua, no próximo dia 15 de fevereiro, é o resultado de uma construção coletiva que floresce desde 2016. A 9ª edição do Bloquinho da Lagoa é a prova viva de que a arte é um território inclusivo: um coletivo plural que acolhe mães, pais e todos aqueles que desejam transformar o silêncio em percussão.
Sob a regência técnica e sensível do maestro Junin Ribeiro, o grupo não busca apenas a perfeição rítmica, mas a promoção da saúde e a prevenção da violência através do toque. É um carnaval que entende o corpo como instrumento de resistência cultural e o riso como linguagem universal.
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Ovelhas negras na folia
Charanga presta homenagem à cantora e compositora Rita Lee, incorporando suas canções ao repertório em versões com ritmos carnavalescos
Neste ano, a vibração dos tambores ganha uma camada de poesia rebelde. Ao homenagear a eterna Rita Lee, a Charanga do Bloquinho ( que compõe o coletivo Bloquinho da Lagoa) convida as famílias a mergulharem na irreverência e na liberdade criativa. As canções que marcaram gerações são transmutadas em versões carnavalescas, ensinando aos pequenos foliões que ser "ovelha negra" é, na verdade, ter a coragem de ser autêntico em meio à multidão.
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Serviço
Das 14h30 às 16h, o encerramento da 9ª edição do Bloquinho da Lagoa não será apenas um show, mas um cortejo de diversidade e afeto. É o momento em que a técnica musical se funde ao calor humano, deixando registrado — como no documentário que narra sua trajetória — que a cultura é o fio invisível que tece o destino de uma comunidade.
