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Estado de Minas

Pe�a mineira revela a ang�stia de Beethoven ao enfrentar a surdez

A atriz Ana Clara Vieira se junta aos pianistas B�rbara Freitas e Ricardo Matosinho para contar o drama do g�nio alem�o, cujo centen�rio de nascimento � comemorado em 2020


postado em 06/03/2020 04:00

Fernanda Gomes*

Ana Clara Vieira no papel da condessa Bettina von Arnim(foto: Gabriel Augusto/divulgação)
Ana Clara Vieira no papel da condessa Bettina von Arnim (foto: Gabriel Augusto/divulga��o)


De um lado, o g�nio da m�sica. De outro, o homem angustiado, condenado ao isolamento por temer o preconceito social por causa da surdez que o atormenta. Este � o Ludwig van Beethoven (1770-1827) retratado na pe�a que ser� apresentada s�bado (7), no Pal�cio das Artes.

“�s vezes, ficamos t�o encantados com a obra e a capacidade art�stica de algu�m que n�o passa por nossa cabe�a o tanto de dedica��o e abdica��o necess�rias para aquilo”, comenta a atriz Ana Clara Vieira, que d� vida � condessa Bettina von Arnim em Beethoven – Fantasia do imortal.

Grande admiradora e amiga do g�nio alem�o, a nobre alem� (1785-1859) foi escritora, compositora, novelista e ativista dos direitos das mulheres. No palco, ela apresenta ao p�blico os medos, desafios e desejos do artista, revelando o homem por tr�s da lenda.

“Bettina era a companhia dele, j� que Beethoven evitava contato com os outros. Era algu�m com quem ele tinha liberdade para falar sobre sua surdez”, explica Ana Clara. “Pelas cartas que trocava com o compositor, imagino fosse uma pessoa sens�vel e emp�tica, uma verdadeira artista.”

SUIC�DIO 

A dramaturga Ana Ara�jo conta que a equipe teve acesso tanto a cartas trocadas por Beethoven e Bettina quanto � correspond�ncia encontrada na casa do m�sico depois de sua morte. “Numa carta endere�ada aos irm�os, ele revela como desistiu de se suicidar por conta da arte. Beethoven achava que tinha uma miss�o e decidiu continuar vivo para cumpri-la”, diz Ana.

Miss�o cumprida, ali�s. Em 2020, o mundo inteiro se mobiliza para comemorar os 250 anos de nascimento do g�nio alem�o. “Beethoven prova que vida e m�sica n�o podem ser desassociadas”, afirma a dramaturga.

“Apesar de toda sua capacidade criativa, ele era uma pessoa muito atormentada. A surdez o deixava muito constrangido, pois achava que isso tiraria sua credibilidade”, lembra Luciana Brand�o, diretora do espet�culo. Ela ressalta a falta de empatia das pessoas pr�ximas ao compositor em rela��o ao sofrimento dele, causado pela defici�ncia auditiva. “Se pudesse, eu diria a Beethoven que tudo bem ser surdo, que ele � foda, um g�nio. E lhe ofereceria um abra�o”, brinca Luciana.

TIETE 

No palco, por meio do ponto de vista de Bettina, o compositor diz ao p�blico como se sente. No in�cio do projeto, a diretora achava que a condessa n�o passava de mais uma tiete. No decorrer dos ensaios e leituras do texto, percebeu a import�ncia dela na vida do compositor.

“Bettina foi a amiga que esteve perto quando ele se isolou do mundo. N�o chegou a ser uma rela��o amorosa, acho que aquela amizade foi necess�ria para que ele tivesse for�as e continuar”, explica Luciana.

A Amada Imortal, o grande amor do compositor, � apresentada ao p�blico por Bettina. Apesar de v�rias especula��es, n�o se sabe quem foi a mulher para quem Beethoven escreveu palavras apaixonadas, encontradas depois de sua morte. “Seria a pr�pria Bettina? Acho que n�o, pois eles eram amigos e ela era casada”, comenta a diretora.

Durante o espet�culo, pe�as do alem�o ser�o interpretadas pelos pianistas B�rbara Freitas e Ricardo Matosinho. B�rbara atua em alguns momentos. “Uma mulher pianista sendo Beethoven em cena foi uma ousadia importante nossa”, destaca Luciana Brand�o.

O repert�rio traz, entre outras pe�as, a Sonata nº 9 em mi maior, op. 14/ Allegro; Sonata nº 15 em r� maior, op. 28/ Pastoral; Sonata nº 8 em d� menor, op.13/ Pat�tica; Sonata nº 12 em l� bemol menor, op. 26/ Marcha f�nebre; e a Sonata nº 17 em r� menor, op.31/ Tempestade.

“Queremos trazer a obra de Beethoven n�o s� para o p�blico habituado � m�sica erudita, mas para o p�blico comum, que n�o necessariamente conhece o compositor”, conclui a diretora.

* Estagi�ria sob supervis�o da editora-assistente �ngela Faria 

BEETHOVEN – FANTASIA DO IMORTAL
Dramaturgia: Ana Ara�jo. Dire��o: Luciana Brand�o. Com Ana Clara Vieira. Piano: B�rbara Freitas e Ricardo Matosinho. Canto: Fab�ola Protzner. Sala Juvenal Dias do Pal�cio das Artes. Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236 -7400. S�bado (7), �s 20h. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).


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