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Estado de Minas

Depois de confrontos, moradores do entorno do Independ�ncia cobram mais seguran�a

Moradores do entorno do Est�dio Independ�ncia relatam os transtornos que enfrentam a cada partida de futebol disputada na arena. No domingo, PM e torcedores invadiram casas da regi�o


postado em 03/11/2015 06:00 / atualizado em 03/11/2015 10:17

Anderson Cardoso mostra os estragos no banheiro de sua casa, invadida por torcedores e policiais(foto: Euler Júnior/EM/DA Press)
Anderson Cardoso mostra os estragos no banheiro de sua casa, invadida por torcedores e policiais (foto: Euler J�nior/EM/DA Press)
Um ano de transtornos e sofrimento para os moradores do entorno do Est�dio Independ�ncia, no Horto, Regi�o Leste de Belo Horizonte, causado pela presen�a de grandes p�blicos nas partidas disputadas na arena. J� em 21 de janeiro,  quando o Atl�tico e o time ucraniano Shakhtar Donetsk fizeram uma partida amistosa, mais de 20 mil pessoas compareceram ao est�dio. De l� pra c� foram pelo menos 47 partidas de pequeno, m�dio ou grande portes em que os inc�modos voltaram a ocorrer. Quem mora ou trabalha pr�ximo � arena denuncia a rotina de problemas desde 2012, quando o est�dio foi reinaugurado: sobra sujeira e faltam lixeiras e banheiros qu�micos, h� abuso de flanelinhas e de ambulantes e as pessoas t�m dificuldade para entrar e sair em casa por causa da grande movimenta��o de carros e torcedores. Mas anteontem, no jogo entre Atl�tico e Corinthians, decisivo para o sonho do Galo chegar ao t�tulo, houve uma explos�o de problemas.  Moradores tiveram resid�ncias invadidas e at� apanharam da Pol�cia Militar (PM), que tentava conter tumulto entre as torcidas.



De modo geral, a popula��o denuncia: houve falha da PM. Por outro lado, a corpora��o alega: “O Independ�ncia � seguro, mas seu entorno n�o tem estrutura para receber um jogo desse porte, com torcidas rivais”, afirma o comandante do Batalh�o de Choque, tenente-coronel Gianfranco Caiafa. Desde a chegada dos �nibus dos torcedores paulistas no Horto, at� depois do in�cio da partida, foram pelo menos tr�s confrontos em pontos diferentes do bairro: Pra�a Estev�o Lunardi, na Avenida Silviano Brand�o, cruzamento das ruas Pitangui e Nancy de Vasconcelos Gomes, e cruzamento das ruas Alexandre Tourinho e Ism�nia Tunes. Em todos os pontos, houve uso de bombas de g�s e de efeito moral e moradores e torcedores ficaram feridos.


Passado o p�nico do cen�rio de guerra do domingo, a ressaca da confus�o ainda pairava sobre o Horto ontem. Moradores disseram estar cansados de tantos inc�modos e mostraram enorme descontentamento com o conflito e o uso de bombas numa �rea tranquila e tipicamente residencial. Dono da resid�ncia na Rua Alexandre Tourinho invadida por corintianos e, posteriormente, pela PM, o vendedor aut�nomo Anderson Cardoso, de 39 anos, mostrou ontem as marcas no corpo, resultado da for�a policial. Com uma guia para fazer exame de corpo de delito nas m�os, ele contou que sua casa, onde estavam seis crian�as, sua mulher e uma jovem gr�vida, foi tomada por cerca de 30 corintianos, que disseram estar esperando a pol�cia sair. “Os PMs come�aram a empurrar o port�o e entraram no banheiro onde alguns torcedores estavam. Meu irm�o estava l� dentro e mesmo dizendo que havia morador, eles jogaram bomba, empurraram minha filha e me bateram. Foi uma a��o truculenta. A pol�cia tinha que cercar a �rea e negociar uma sa�da pac�fica dos corintianos”, afirmou Anderson.


As pessoas reclamam ainda da mudan�a do plano historicamente usado em jogos desde que o est�dio foi reinaugurado. �nibus de torcidas rivais, de modo geral, param para embarque e desembarque na Rua C�rrego da Mata. Mas com 26 �nibus e uma van do time paulista, o comandante Gianfranco alega que a Rua Nancy de Vasconcelos era o �nico corredor com capacidade de receber a frota. “Aquele ponto � o que a torcida corintiana menos teria contato com atleticanos. T�nhamos informa��o de que viriam 12 �nibus e vieram 26. N�o h� no entorno do Independ�ncia nenhuma �rea com capacidade para tantos ve�culos e conduzir a torcida mantendo separa��o entre as rivais”, explica Gianfranco.


O problema � que, como conta a aposentada Bernadeth Rodrigues �vila, moradora da Rua Nancy de Vasconcelos, os ve�culos ficaram muito pr�ximos da torcida atleticana. “A� come�ou a confus�o, as bombas, as balas de borracha. O bairro n�o pode receber esse tipo de jogo. Pra mim, n�o deveria ter nenhum tipo de jogo aqui, porque a gente sofre muito com o impacto das partidas”, conta.

Para o presidente da Associa��o Comunit�ria dos Amigos do Entorno do Est�dio Independ�ncia e Adjac�ncias (Aameia), Adelmo Gabriel Marques, o que houve no domingo foi o limite do que a popula��o pode suportar. “Estamos cansados de fazer reclama��es na Prefeitura, sem solu��o. H� regras para a opera��o do est�dio, mas houve um afrouxamento de todos os �rg�os. Ambulantes e flanelinhas tomaram conta do bairro. As pessoas n�o podem sair de casa nos dias de jogos. Para piorar, a pol�cia colocou em pr�tica um plano operacional diferente do que sempre dava certo e exp�s as torcidas rivais ao confronto”, criticou o presidente. Segundo ele, a associa��o far� uma representa��o no Minist�rio P�blico Estadual ainda nesta semana cobrando provid�ncias.


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