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Estado de Minas

No Senado, Nobel da Paz causa tumulto ao dizer que h� 'poss�vel golpe' no Pa�s


postado em 28/04/2016 23:37

Bras�lia, 28 - Em visita ao Senado ap�s ter se encontrado com a presidente Dilma Rousseff no Pal�cio do Planalto, o Nobel da Paz Adolfo P�rez Esquivel causou tumulto ao dizer em plen�rio que h� um "poss�vel golpe" em curso no Pa�s. A declara��o gerou discuss�o dos senadores, que cobraram do presidente em exerc�cio da Casa, o petista Paulo Paim (PT-RS), a retirada da fala do ativista argentino de direitos humanos.

"Creio que neste momento h� grandes dificuldades (oriundas) de um poss�vel golpe de Estado, mecanismo que j� se usou em outros pa�ses do continente, como em Honduras e no Paraguai, que utilizaram a mesma metodologia", disse Esquivel, sentado ao lado de Paim na Mesa Diretora do Senado.

Primeiro a protestar, o senador tucano Ata�des Oliveira (TO) disse que a fala do Nobel da Paz causou-lhe uma "surpresa tremenda" e cobrou a retirada da express�o das notas taquigr�ficas. "Ela foi inadequada, inaceit�vel, esse parlamento jamais poderia ter deixado este senhor, com toda a hist�ria que respeitamos, dizer que o Brasil est� pr�ximo de um golpe, n�o admito como senador assistir a uma cena como essa", criticou.

Paulo Paim, contr�rio ao impeachment de Dilma, disse que n�o teve qualquer inten��o de usar a fala de Esquivel para mandar qualquer recado e que havia advertido o Nobel da Paz sobre o pronunciamento que iria fazer. O l�der do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), reclamou de Paim, dizendo que foi uma montagem e premeditada a vinda do ativista.

"N�s temos que buscar aqui, nesta casa, uma posi��o em que a Presid�ncia tenha imparcialidade. Isso � fundamental", criticou Caiado. "Se acharem que a Mesa Diretora vai ser palanque de PT, est�o muito enganados", completou.

O l�der do PSDB no Senado, C�ssio Cunha Lima (PB), afirmou que n�o se pode dar a palavra a pessoas que n�o sejam senadores. Ele lembrou ainda que se estava no momento da fala em uma sess�o extraordin�ria de vota��es. "Sen�o, vira uma esculhamba��o. Vou trazer um convidado meu, que n�o tem voto popular, que n�o tem a delega��o do povo e que, em plena sess�o deliberativa do Senado, far� um discurso?", questionou o tucano, ao ressalvar que Paim n�o agiu de m�-f� ao franquear a palavra a Esquivel.

O presidente em exerc�cio do Senado negou ter tido a inten��o de se aproveitar da fala de Esquivel e decidiu retirar a express�o. Ex-presidente da Casa, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) elogiou a forma como Paim conduziu a quest�o, embora tenha deixado uma advert�ncia. Disse que ele tomou a "providencia necess�ria", mas o epis�dio vai servir de "li��o" para casos futuros.

O senador Ata�des Oliveira (PSDB-TO) chegou a propor um requerimento de voto de censura a Esquivel, mas os senadores consideraram que a decis�o tomada - a retirada da express�o - foi correta.


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