S�o Paulo e Bras�lia, 12 - O presidente afastado da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, afirmou em sua dela��o premiada que o "custo Congresso" aumentava com as "pontas soltas" deixadas pelo governo federal na edi��o de medidas provis�rias (MPs).
"(Em) v�rias MPs, n�o era incomum o governo deixar pontas soltas. E a gente ter que ajustar via relator no Congresso", afirmou Odebrecht, em seu Termo 31, da dela��o premiada fechada com a Procuradoria Geral da Rep�blica (PGR). "Isso aumentava o custo no Congresso", afirmou.
"O termo 31 trata do regime de tributa��o de lucros no exterior/pleito de favorecimento fiscal. Esse � um dos temas que transitou na minha agenda com o Guido", disse o delator.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega era um dos interlocutores de Odebrecht com o governo Dilma Rousseff, para acertos de propinas para o PT - identificado nas planilhas secretas do grupo como "P�s-It�lia".
Segundo Marcelo Odebrecht, no governo federal, o assunto foi tratado com Mantega, e no Senado e na C�mara com o senador Romero Juc� (PMDB-RO) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respectivamente.
Defesa
"Sempre estive e sempre estarei � disposi��o da Justi�a para prestar qualquer informa��o. Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legisla��o e tive todas as minhas contas aprovadas", disse o senador Romero Juc�.
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Odebrecht: governo 'deixava pontas soltas' em MPs e aumentava 'custo Congresso'
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