Porto Alegre, 09 - O pr�-candidato � Presid�ncia da Rep�blica pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que "ningu�m est� acima da lei", ao responder sobre a pris�o do ex-presidente Lula. A jornalistas durante o F�rum da Liberdade, o tucano avaliou que o momento "� muito triste", mas acrescentou que a justi�a precisa ser feita.
"Na vida p�blica, todos t�m o dever de prestar contas", declarou. Mais tarde, ele foi questionado sobre a pris�o do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira. Alckmin negou que o caso possa vir a afet�-lo na disputa eleitoral e disse que o ex-diretor ter� que prestar contas.
Alckmin se disse contr�rio a uma mudan�a no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que possa levar a impedir a pris�o ap�s condena��o em segunda inst�ncia. Para ele, "se a decis�o de segunda inst�ncia n�o tiver efeito, os tribunais viram �rg�os de passagem". Ele ainda ressaltou o longo per�odo de tempo transcorrido em recursos, que podem levar � prescri��o dos crimes.
Sobre a candidatura de Lula, o tucano considerou que quem vai decidir sobre sua inelegibilidade � o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Afirmou ainda que ele deve enfrentar o candidato do PT com "humildade".
Alckmin ainda se considerou hoje mais maduro do que quando disputou as elei��es contra Lula em 2006. O tucano ressaltou que, na �poca, Lula era candidato � reelei��o e que concorreu "com a caneta cheia". O ex-governador de S�o Paulo, que deixou o posto para disputar a Presid�ncia na sexta-feira, considerou que a reelei��o criou um desequil�brio porque n�o se exige que o cargo seja deixado por quem concorre a um segundo mandato. Alckmin teve que deixar o governo do Estado porque almeja um cargo diferente, mas seu vice, M�rcio Fran�a, assumiu como governador e se manter� na cadeira enquanto concorre � reelei��o.
(Dayanne Sousa e Idiana Tomazelli)
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'Ningu�m est� acima da lei', diz Alckmin sobre pris�o de Lula
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