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Estado de Minas POL�TICA

Mudan�a do cen�rio eleitoral � poss�vel, mas pouco prov�vel, diz soci�logo


postado em 27/10/2018 22:55

O soci�logo e cientista pol�tico S�rgio Abranches considerou que, com o crescimento das inten��es de voto no candidato � Presid�ncia da Rep�blica Fernando Haddad (PT), Jair Bolsonaro (PSL) ainda � favorito, mas "a tend�ncia mudou". "Tem um ventinho soprando a favor de Haddad e contra Bolsonaro. Se vai se acelerar na boca da urna, n�o sabemos. N�o d� para dizer que n�o � poss�vel; poss�vel �, mas pouco prov�vel", disse.

Abranches lembrou que movimentos como esse j� ocorreram no passado. Nas elei��es presidenciais de 1989, o candidato Leonel Brizola estava na segunda posi��o da disputa no primeiro turno, � frente de Luiz In�cio Lula da Silva, mas Lula conseguiu ir para o segundo turno com Fernando Collor de Mello, recordou o cientista pol�tico. Em 2014, Marina Silva e A�cio Neves disputavam uma vaga para ir para o segundo turno com Dilma Rousseff. Marina era a favorita, por�m, A�cio ultrapassou a advers�ria na vota��o. "Tudo indica que na boca da urna vai ser uma disputa muito mais apertada do que parecia e do que Bolsonaro previa", afirmou.

Independentemente do resultado da vota��o, Abranches considera que a disputa mais apertada � positivo para a democracia. "� muito diferente, do ponto de vista democr�tico, um presidente vencer uma elei��o com 65%, 70% dos votos, ou ganhar 52%, 53%."

Para o soci�logo, as raz�es que fizeram Haddad subir nas pesquisas de inten��o de voto s�o diferentes das que levaram Bolsonaro a cair. "Bolsonaro perdeu posi��es por conta do radicalismo institucional, pelo discurso mais violento na Avenida Paulista (quando disse que iria "varrer os bandidos vermelhos do Brasil...para fora ou para a cadeia"), que assustou o eleitor que n�o � apoiador fervoroso das ideias dele", disse. J� Haddad, segundo Abranches, se beneficiou porque "desavermelhou" sua campanha. "Se comparar fotos das manifesta��es dos �ltimos dias, tem muito pouca bandeira vermelha e mais a cor branca. Ele acertou um discurso mais de uni�o para pegar os que n�o s�o petistas, mas s�o anti Bolsonaro."

O cientista pol�tico avaliou, al�m disso, que caso a Rede Globo tivesse concedido ao candidato do PT o direito de ser entrevistado nesta sexta-feira, em substitui��o ao debate presidencial (ao qual Jair Bolsonaro decidiu n�o ir), os resultados das pesquisas eventualmente poderiam ter sido diferentes. "Se o Haddad tivesse ido e sabido aproveitar, teria efeito nas pesquisas, porque � muita exposi��o. Mas teria de dizer alguma coisa para aquela parcela do eleitorado que cogita votar em voc� ou quer ver se tem raz�o em n�o voltar em voc�; s�o esses eleitores que se interessam por esse tipo de participa��o (em TV) no fim de corrida (eleitoral)", disse Abranches.

Quanto ao apoio do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa ao candidato do PT, Abranches considerou que n�o h� evid�ncias de que apoios de �ltima hora deem impulso a candidatos em uma campanha, mas ponderou que a declara��o pode ter repercuss�o sobre o eleitorado. "Tem muita gente que preza o Joaquim Barbosa e quando ele diz que est� com medo de votar em um candidato (Bolsonaro), isso pode ter efeito."

J� em rela��o ao fato de Ciro Gomes (PDT) ter optado por n�o declarar apoio a Haddad, Abranches minimizou os efeitos. "Minha suspeita � de que quem era de esquerda e votou no Ciro no primeiro turno, logo ap�s o resultado se voltou ao Haddad imediatamente. O mesmo com a Marina", comentou. "O eleitor que o Ciro poderia influenciar � o que n�o � de esquerda, que talvez possa estar agregado ao Bolsonaro por falta de alternativa e que, se pensar melhor, poderia mudar. Mas s�o conjecturas", complementou.


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