A C�mara de Mau�, na Grande S�o Paulo, abriu nesta quarta-feira, 16, duas comiss�es processantes para analisar sete pedidos de impeachment do prefeito �tila Jacomussi (PSB), preso em 13 de dezembro pela Pol�cia Federal na Opera��o Trato Feito - investiga��o sobre suposto mensal�o de R$ 500 mil pago a ele via nove empresas fornecedoras de sua gest�o.
A Trato Feito p�e sob suspeita tamb�m 22 dos 23 vereadores de Mau�, todos alvos de buscas e indiciados, com �tila, por corrup��o passiva e organiza��o criminosa. Os parlamentares teriam sido contemplados com valores il�citos para dar apoio � administra��o �tila. Todos negam.
No dia da Opera��o Trato Feito os policiais federais apreenderam R$ 1 milh�o em dinheiro vivo em v�rios endere�os de investigados.
A Trato Feito � um desdobramento da Opera��o Prato Feito, esta deflagrada em maio de 2018 para investigar supostas propinas para �tila e fraudes em licita��es da merenda escolar de Mau�. Naquela ocasi�o, o prefeito foi preso pela primeira vez. Em junho, ele foi solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo.
Atualmente, o prefeito est� preso na Penitenci�ria de Trememb�, no Vale do Para�ba.
Ele ter� oportunidade de apresentar sua defesa nos processos de cassa��o da C�mara.
Defesas
O criminalista Daniel Leon Bialski, que representa a defesa do prefeito �tila Jacomussi, esclareceu que "o processo de impeachment � muito mais pol�tico do que jur�dico". "Por isso, espera-se que o processo e o julgamento seja feito de forma justa, observando-se os princ�pios da legalidade, imparcialidade e respeitando o direito de defesa, algo que a delegada que presidiu as investiga��es n�o fez", afirma Bialski.
"As acusa��es contra o prefeito �tila Jacomussi s�o apenas fal�cias, baseadas muito mais na opini�o e no arb�trio da delegada do que em fatos, testemunhas e provas", afirma o advogado.
Ele diz que "chama a aten��o a Pol�cia Federal ter feito a investiga��o mesmo falecendo-lhe compet�ncia, j� que os fatos deveriam ser investigados pela Pol�cia Civil e julgados pela Justi�a Estadual, como j� declarou e requereu o pr�prio Minist�rio P�blico".
"Enfim, n�o h� qualquer prova, testemunha ou grava��o que mostre o recebimento de dinheiro ou atos il�citos praticados diretos ou indiretamente pelo prefeito. Muito pelo contr�rio, a vida pol�tica de �tila sempre foi pautada pela honestidade e corre��o."
Quando a Opera��o Trato foi deflagrada, a C�mara de Mau� informou: "Em rela��o � opera��o realizada pela Pol�cia Federal na manh� de hoje (quinta, 13 de dezembro), todos os gabinetes foram vistoriados (23 gabinetes de vereadores, mais o gabinete da presid�ncia)."
"Servidores da C�mara prestaram esclarecimentos aos agentes da pol�cia, colaborando prontamente com a vistoria realizada, que ocorreu de forma tranquila e organizada. N�o houve desentendimento e ningu�m foi detido."
"A C�mara de Mau� mant�m-se, como sempre esteve, � disposi��o da Justi�a, bem como das demais inst�ncias de poder, para prestar esclarecimentos que se fizerem necess�rios."
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POL�TICA
C�mara de Mau� abre dois processos de cassa��o do prefeito �tila Jacomussi
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