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Estado de Minas POL�TICA

Documento revela 187 pagamentos da Odebrecht

Material � considerado um importante elemento de prova pela for�a-tarefa da Lava-Jato, uma vez que alguns acusados que j� foram presos


postado em 21/04/2019 13:00 / atualizado em 21/04/2019 14:41

Uma planilha da transportadora de valores que operou para a Odebrecht em S�o Paulo indica que ao menos 187 entregas de dinheiro a pol�ticos, marqueteiros e agentes p�blicos foram consumadas na capital paulista, entre setembro de 2014 e maio de 2015.

O arquivo, que � mantido sob sigilo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), revela os nomes dos intermedi�rios que teriam recebido propina ou caixa 2 de campanha e os endere�os onde os valores delatados h� dois anos pela empreiteira foram pagos.

O Estado teve acesso � planilha, que foi entregue � Pol�cia Federal por Edgard Ven�ncio, ex-gerente operacional da Transnacional, empresa contratada pelo doleiro �lvaro Jos� Novis para fazer os pagamentos da Odebrecht em S�o Paulo.

O material � considerado um importante elemento de prova pela for�a-tarefa da Lava-Jato, uma vez que alguns acusados que j� foram presos, como o ex-marqueteiro do PT Jo�o Santana, confirmaram as datas e os valores que est�o na planilha em dela��es premiadas.

A reportagem cruzou os dados do arquivo da Transnacional com as planilhas fornecidas aos investigadores por Novis e as que foram apreendidas no Setor de Opera��es Estruturadas da Odebrecht. Os 187 pagamentos cujas datas, valores e senhas coincidem est�o vinculados a 57 codinomes criados pela empreiteira para ocultar a identidade do benefici�rio final da propina. Somente entre setembro de 2014 e maio de 2015 foram pagos R$ 97,5 milh�es em S�o Paulo.

A maior quantia no per�odo foi direcionada ao codinome "Feira", atribu�do a Jo�o Santana. Foram 26 entregas no valor total de R$ 18 milh�es feitas para William Ali Chaim, operador do PT, e Andr� Santana, assistente do publicit�rio. Chaim recebeu a maior parte dos repasses no apartamento 1.301 de um flat em Moema, onde ficou hospedado entre agosto e novembro de 2014. Al�m do endere�o e do nome de Chaim, que est� preso, a planilha da Transnacional traz o n�mero de telefone celular dele.

O arquivo revela que emiss�rios de pol�ticos de todas as regi�es do Pa�s viajaram a S�o Paulo para receber dinheiro da empreiteira em quartos de hot�is ou im�veis pr�prios. � o caso de Lourival Ferreira Nery J�nior, assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

O nome dele aparece 11 vezes na planilha ao lado de cifras que chegam a R$ 6 milh�es e os codinomes "Piqui" e "Aqu�rio 2", vinculados ao senador. O local dos pagamentos foi um apartamento usado pelo filho dele em Perdizes, zona oeste da capital. � PF, dois ex-motoristas da Transnacional reconheceram o pr�dio como um dos locais de entrega.

Distribui��o


Na lista da transportadora h� pagamentos cujas senhas est�o vinculadas aos codinomes atribu�dos aos ex-senadores Romero Juc� (MDB-RR), R$ 1,5 milh�o, e Edison Lob�o (MDB-MA), R$ 1 milh�o, ao ex-governador do Paran� Beto Richa (PSDB), R$ 1,6 milh�o, ao ex-deputado federal Andr�s Sanchez (PT-SP), R$ 1 milh�o, e ao senador Jader Barbalho (MDB-PA), R$ 1,2 milh�o.

No caso do ex-senador Jos� Agripino Maia (DEM-RN) a planilha mostra dois pagamentos ao assessor dele � �poca, Raimundo Junior, em um hotel na Consola��o, regi�o central - R$ 1 milh�o.

Na lista aparecem nove entregas para o policial militar S�rgio Rodrigues Vaz, que era motorista de Jayme Rinc�n, tesoureiro da campanha do ex-governador de Goi�s Marconi Perillo (PSDB). A maior parte dos R$ 4,8 milh�es pagos, segundo a planilha, foi entregue no apartamento de Rinc�n, na regi�o da Avenida Paulista. Uma portadora do senador cassado Delc�dio Amaral (ex-PT-MS) chamada Elizabeth Oliveira teria recebido cinco entregas de R$ 500 mil em tr�s hot�is da Vila Ol�mpia, na zona sul.

No mesmo bairro, os policiais militares que faziam as entregas � paisana pela Transnacional levaram, segundo os registros, nove encomendas no valor total R$ 4,5 milh�es na sede da empresa de Bruno Martins Gon�alves Ferreira, que trabalhou na campanha da deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. As senhas s�o as mesmas que aparecem na planilha da Odebrecht vinculadas ao codinome "Coxa", atribu�do a Gleisi.

Ali pr�ximo, no Brooklin, outro R$ 1,8 milh�o relacionado ao codinome "M&M", do ex-governador Geraldo Alckmin de S�o Paulo (PSDB), foi entregue na casa de Eduardo de Castro, assessor do ex-secret�rio e tesoureiro Marcos Monteiro. / COLABORARAM CEC�LIA DO LAGO e RICARDO BRANDT

'Dela��es sem comprova��o'

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), os ex-senadores Romero Juc� (MDB-RR) e Edison Lob�o (MDB-MA) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou que n�o h� provas dos pagamentos il�citos delatados pela Odebrecht.

"S�o dela��es sem nenhum tipo de comprova��o. Estamos num momento interessante de fazer o enfrentamento dessas dela��es que foram feitas sem nenhuma responsabilidade e homologadas sem que o Poder Judici�rio tivesse exercido o poder real de controle. At� agora, de seis den�ncias que foram feitas no STF, conseguimos rejeitar cinco."

A defesa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que "ignora os fatos noticiados" e que ele "nunca recebeu qualquer valor a t�tulo de contribui��o de campanha eleitoral que n�o tenha sido devidamente declarado nos termos da legisla��o eleitoral vigente".

O ex-senador Jos� Agripino Maia (DEM-RN) n�o se manifestou, assim como as defesas do publicit�rio Jo�o Santana e do ex-governador Beto Richa (PSDB). O criminalista Antonio Figueiredo Basto, que defende o senador cassado Delc�dio Amaral, n�o quis comentar.

O senador Jader Barbalho (MDB-PA) rebateu o conte�do da planilha. "N�o existe a menor possibilidade de isso ter acontecido. Considero esse assunto uma pilh�ria. Um deboche." A defesa da deputada Gleisi Hofmann (PT-PR) disse que j� se manifestou anteriormente sobre o caso e que n�o tem "coment�rios adicionais".

O advogado Jo�o dos Santos Gomes Filho, que defende Andr�s Sanchez, disse que testemunhas n�o reconheceram o homem apontado como intermedi�rio do petista. "� lament�vel que uma prova de conhecimento negativa seja obnubilada por uma tentativa de fixar um endere�o", afirmou.

A defesa de �lvaro Jos� Novis, que fez acordo de colabora��o, afirmou que "ele era apenas o operacional financeiro" e "n�o sabia quem era o destinat�rio final das entregas". O mesmo alegou a defesa do gerente da Transnacional Edgard Ven�ncio. A Odebrecht afirmou que "tem colaborado de forma eficaz com as autoridades em busca do pleno esclarecimento dos fatos narrados pela empresa e ex-executivos". 


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