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Mandetta elogia Ciro Gomes e Moro, mas desconversa sobre planos para 2022

Ex-Ministro da Sa�de, que articula alian�as com candidatos de centro-direita, diz que evita pensar em 2� turno com Lula e Bolsonaro: 'Pesadelo'


10/11/2021 21:54 - atualizado 11/11/2021 07:44

O ex-Ministro da Sáude Luiz Henrique Mandetta
'No momento, eu estou indo atr�s do sonho e tentando evitar o pesadelo', diz Mandetta sobre eventual escolha entre Lula e Bolsonaro no 2� turno (foto: Marcos Viveira/EM/D.A.Press)
O tom de campanha entrega: ex-ministro da Sa�de, Luiz Henrique Mandetta (DEM) busca um lugar ao sol na pol�tica em 2022. O m�dico, contudo, faz mist�rio sobre o cargo que pretende disputar. 

“Minha pretens�o para a pol�tica � ser brasileiro pleno. N�o importa se eu vou ser candidato a presidente, a vice, ou se eu vou entregar santinho na Pampulha, ou no Bairro de Lourdes. O importante � que a gente acredite que esse pa�s merece um bom governo”, escapa o m�dico, que esteve em Belo Horizonte nesta quarta-feira (10/11).

Ele foi um dos palestrantes convidados do encontro “Li��es de uma pandemia: d�vidas e certezas no hoje a amanh�”, promovido pela Faminas, institui��o de ensino superior sediada na Vila Cl�ris, Regi�o de Venda Nova.

O pol�tico ao menos d� pistas das alian�as que pretende fazer. Mais cedo, ele esteve em Bras�lia para acompanhar a filia��o do ex-ministro da Justi�a Sergio Moro ao Podemos, evento que abre caminho � pr�-candidatura do ex-juiz � Presid�ncia da Rep�blica. Al�m dele, Mandetta demonstra simpatia por nomes de Centro como Ciro Gomes, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), al�m do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). 

“Sou o que conversa com todos. Todos eles t�m um bom princ�pio. Eles querem fazer um pa�s diferente do que esses dois buracos negros, que s�o Lula e Bolsonaro, sinalizam. Toda vez fa�o a eles o mesmo apelo: quem quer ser apoiado precisa se dispor a apoiar. Agora, vamos ver se eles v�o conseguir ter o altru�smo de se sentar � mesa e compor um bom grupo pol�tico”, elogia o demista. 

Questionado sobre qual seria sua escolha em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o m�dico, mais uma vez, "escorrega". 

"De vez em quando, eu tenho um pesadelo. Sonho que meu navio est� ca�do no mar. Eu acordo, rezo um pai nosso, bebo uma �gua e n�o quero nem passar perto de viver esse pesadelo. E, de vez em quando, eu sonho um sonho bom, que eu estou num lugar legal, com amigos, com a minha mulher, meu neto. Ent�o eu rezo uma ave maria, pe�o para sonhar de novo e para que esse sonho vire realidade. No momento, eu estou indo atr�s do sonho e tentando evitar o pesadelo”. 

Quando o assunto � a gest�o Bolsonaro, Mandetta assume um tom bem mais assertivo. Ele fez quest�o de criticar a PEC dos precat�rios, aprovada em 2° turno na C�mara dos Deputados. O projeto limita o valor de despesas anuais com precat�rios (requisi��o de pagamento que a Fazenda P�blica � condenada a pagar), corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos. Mandetta classifica a PEC como “anestesia para as elei��es”. 

“Um calote em quem tinha d�vidas para receber do governo e ganhou na Justi�a, que � lenta e levou anos at� decidir que a d�vida tinha que ser paga. Vem o Congresso e diz: tudo bem, a Justi�a decidiu, mas n�o, a Uni�o n�o vai pagar. Vamos te dar um calote. E, a�, pega-se esse dinheiro e aplica-se em um programa social s� de um ano. S� no ano da elei��o. Ou seja, ele d� uma anestesia para as elei��es, que n�o vai transformar nada. Vai apenas beneficiar o presidente, que vai andar pelas ruas distribuindo recursos para tentar se salvar de um fracasso eleitoral que est� iminente”, critica o ex-ministro.

O pol�tico tamb�m demonstra preocupa��o com os rumos da pandemia de COVID-19. Mandetta cobrou do Planalto o planejamento de novas campanhas de vacina��o em 2022, para evitar poss�veis rebotes da doen�a. 

“A vacina n�o � de prote��o individual, a ideia � prote��o coletiva, formar um bloqueio. Ent�o, a melhor efic�cia � quando se protege todo mundo num curto espa�o de tempo. Assim como se faz com a vacina da gripe. Ent�o eu acho que, para 2022, a gente tinha que estar falando em vacinar em bloco. Tenho receio de como vai ser a combina��o entre queda da imunidade com o carnaval, com o ver�o e a volta �s aulas. Enfim, o retorno das pessoas � chamada vida normal. Alguns pa�ses tiveram rebote. Outros optaram por fazer novas campanhas. O correto seria a gente se preparar, no ano que vem, para uma boa campanha de vacina��o contra gripe associada � vacina��o contra a COVID-19”, concluiu. 


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