
� comum que um filho siga a profiss�o do pai em diversos setores, mas no basquete isso � raro. Est� ocorrendo agora, no time do Minas que disputa o Novo Basquete Brasil (NBB) – hoje, a equipe enfrenta o Bauru, �s 20h, na Arena Minas, abrindo a s�rie melhor de cinco das oitavas de final. Trata-se do ala-armador Augusto, de 20 anos, que se tornou titular a partir da vit�ria sobre o Bauru-SP, por 93 a 89, na semana passada. Ele � filho do auxiliar t�cnico Luiz Fernando Le�o, conhecido como Nanando, que � tamb�m treinador da base do clube e j� comandou o filho.
Augusto � o primeiro atleta a come�ar no curso b�sico de esportes do MTC a chegar a uma equipe adulta. Sua hist�ria no esporte se iniciou aos 8 anos. “Ele tinha de praticar esporte, n�o me importava qual. Deveria experimentar de tudo. O esporte faz parte da educa��o. Fez nata��o, futsal, campo, lutou jud�, sempre no Minas. Mas acabou ficando mesmo no basquete”, conta Nanando.
Quando crian�as, Augusto e o irm�o, Henrique, acompanhavam o pai em torneios pelo interior. “Iam sempre comigo”, diz Nanando. Nos jogos, os dois ficavam na arquibancada. “Fic�vamos atr�s do banco. Sempre convivemos com os jogadores das categorias de cima”, lembra Augusto, que afirma nunca ter sido pressionado pelo pai para jogar basquete. “Foi natural.”
Os caminhos do pai e do filho n�o se cruzaram de imediato no Minas. “Meu pai n�o era meu treinador no in�cio. Isso s� ocorreu quando, aos 16 anos, cheguei ao infantojuvenil. Para mim, era normal. Mas ele pegava pesado”, diz o atleta. “Tinha de ser duro, ainda mais pela posi��o, armador”, defende-se o pai.
SONHO REALIZADO Ser titular do adulto ocorreu repentinamente, segundo Augusto: “Sempre sonhei em ser titular, mas n�o esperava que fosse agora. Eu vinha jogando, por�m, ficava poucos minutos em quadra. Comecei a suspeitar de que minha chance estava chegando, que realizaria o meu sonho”. Foi tamb�m a realiza��o do desejo de Nanando, que confessa: “Chorei quando o vi no time titular. O Espiga, o treinador, de quem sou auxiliar, n�o havia me antecipado nada”.
Nem para Augusto Espiga havia avisado que iria escal�-lo. “Quando est�vamos no vesti�rio, ele falou que eu come�aria jogando. Quase n�o dormi naquela noite depois do jogo”, diz. Ele sonha agora com voos ainda maiores: “Espero que o nosso time possa vencer e avan�ar �s quartas de final. Quero muito que o Minas v� bem mais � frente. Ser� importante n�o s� pra mim, mas para o clube, para todos os meus companheiros”.
