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Estado de Minas

Bem diagnosticada, epilepsia gera menos transtornos

Dist�rbio el�trico cerebral, muito confundido com patologias psiqui�tricas, pode se manifestar de diversas formas. Centros de sa�de especializados s�o essenciais para a popula��o ser assistida


postado em 21/10/2012 09:40

Um dos exames usados é o de ressonância magnética, no qual o paciente entra numa espécie de túnel que gera imagens da parte do corpo a ser analisada(foto: Hospital Felício Rocho Divulgação)
Um dos exames usados � o de resson�ncia magn�tica, no qual o paciente entra numa esp�cie de t�nel que gera imagens da parte do corpo a ser analisada (foto: Hospital Fel�cio Rocho Divulga��o)
Dist�rbios neurol�gicos cr�nicos mais antigos de que se tem registro, por muito tempo as epilepsias foram marginalizadas e vistas sob a �tica das doen�as psiqui�tricas. Na Idade M�dia, as crises epil�pticas eram encaradas como possess�o demon�aca, criando-se um estigma que, em certa medida, ainda persiste, especialmente pela desinforma��o da popula��o. A come�ar pela cren�a de que existe apenas um tipo de epilepsia, a que gera crises convulsivas. Na verdade, trata-se de um grupo de transtornos neurol�gicos desencadeados por dist�rbio el�trico cerebral, que dispara impulsos nervosos com alto grau de sincroniza��o. S�o diferentes tipos de epilepsias, que se distinguem pelas manifesta��es cl�nicas, que podem afetar as �reas motora, visual, sensitiva e ps�quica, entre outras.

Com uma preval�ncia de 2% na popula��o em geral, as epilepsias podem levar a repercuss�es sociais que dificultam as rela��es pessoais e profissionais. Por isso, a implementa��o de n�cleos especializados de atendimento � fundamental para diagn�sticos e tratamentos corretos, que elevem a qualidade de vida dos portadores. Em Belo Horizonte, o N�cleo Avan�ado de Tratamento das Epilepsias (Nate), do Hospital Fel�cio Rocho, foi pioneiro em Minas Gerais para o tratamento multidisciplinar da epilepsia. Hoje, a capital conta tamb�m com n�cleos na Santa Casa e no Hospital das Cl�nicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com atendimento pelo Sistema �nico de Sa�de (SUS) – no Nate o atendimento � particular ou por meio de conv�nios.

Fazem parte do grupo neurologistas, neurocirurgi�es, neurofisiologistas, neuropsic�logos, siquiatra e pessoal t�cnico especializado, preparados para atender crian�as, adolescentes e adultos com crises epil�pticas. A unidade realiza avalia��o pr�-cir�rgica e cirurgia de epilepsia, diagn�stico de crises n�o epil�pticas e classifica��o adequada do tipo de crise epil�ptica.

O neurocirurgi�o Jos� Maur�cio Siqueira, coordenador do Nate, explica que � poss�vel se deparar tanto com pacientes que manifestam os sintomas de um tipo de epilepsia logo ao nascer quanto com aqueles j� idosos, que nunca tiveram um crise na vida anteriormente. “Esse � o perfil mais frequente, nos extremos da vida: na inf�ncia e na velhice. Uma situa��o relativamente comum na inf�ncia � o aparecimento de crises convulsivas febris at� os 5 anos e depois as crises desaparecem, podendo voltar na adolesc�ncia.”

Os passos necess�rios para um diagn�stico correto de qual tipo de epilepsia o paciente � portador dependem de uma avalia��o neurol�gica detalhada, por meio de uma consulta benfeita. Os exames que devem ser realizados para se chegar ao diagn�stico de epilepsia s�o, inicialmente, feitos por avalia��o cl�nica, que vai levar em considera��o os sintomas, acompanhados de exames complementares, como o eletroencefalograma (EEG), que registra a atividade el�trica do c�rebro, e a resson�ncia magn�tica, que vai mostrar se o c�rebro tem todas as estruturas em ordem.

De acordo com o neurocirurgi�o, com o avan�o da ci�ncia, 80% dos portadores controlam bem as crises com rem�dios. “O tratamento convencional das epilepsias � fundamentalmente medicamentoso. Existem v�rios anticonvulsivantes orais dispon�veis atualmente no mercado. Os chamados de primeira linha – fenobarbital, fenito�na, carbamazepina e �cido valproico – s�o disponibilizados pelo SUS e controlam at� 75% das crises. Os de gera��o mais recente e de alto custo – oxcarbazepina, lamotrigina e topiramato – controlam os outros 5% das crises, mas para ter acesso � preciso compr�-los ou entrar com um pedido judicial.”

AGRAVAMENTO


Se a escolha do medicamento n�o for adequada, al�m de n�o se conseguir o controle das crises, as epilepsias podem ser agravadas. Quando n�o � poss�vel definir o tipo de epilepsia apenas com a consulta e com o eletroencefalograma convencional, principalmente se as crises continuarem, � indicado o exame de v�deo-EEG (v�deoeletroencefalografia). Esse exame faz a filmagem das crises e o registro da atividade el�trica cerebral concomitante, podendo ser bastante �til no diagn�stico diferencial de qual tipo de epilepsia ou de quadros n�o epil�pticos.

Os outros 20% dos casos se mostram refrat�rios, ou seja, as pessoas continuam a ter crises, apesar da troca ou associa��o de diversos medicamentos. Estima-se que metade desses pacientes refrat�rios possam se beneficiar do tratamento cir�rgico das epilepsias. Essa modalidade terap�utica � obrigatoriamente precedida por uma avalia��o cuidadosa, que deve incluir sempre avalia��o cl�nica, resson�ncia nuclear magn�tica do enc�falo, v�deo-EEG prolongado e avalia��o neuropsicol�gica. No Nate, os casos de cada paciente s�o discutidos por toda a equipe, em reuni�es semanais.

Siqueira explica que a cirurgia � indicada para aqueles pacientes refrat�rios que apresentem um foco espec�fico no c�rebro que pode ser retirado em uma opera��o, o que controla de 80% a 90% das crises. “Sem esse foco, a cirurgia n�o � poss�vel, assim como quando os focos forem m�ltiplos. Nesse caso, o indicado � a implanta��o de um marcapasso cerebral, chamado de estimulador do nervo vago, que manda est�mulos el�tricos para o c�rebro, impedindo a crise.”

Parte significativa dos pacientes (em torno de 30%) que se mostram refrat�rios ao tratamento medicamentoso apresentam na verdade crises n�o epil�pticas, de causas variadas. Essas crises podem ser de origem cardiol�gica, como nas arritmias card�acas, nos dist�rbios do sono e dos movimentos, ou associadas a fatores psicog�nicos. O diagn�stico adequado � fundamental para que se indique o tratamento correto, j� que nesses casos nem sempre s�o necess�rios os medicamentos antiepil�pticos.

PERSONAGEM DA NOT�CIA: Denise de Miranda Almeida, de 53 anos, que passou por cirurgia para tratar a epilepsia

Cinco d�cadas de crises di�rias

A publicit�ria foi diagnosticada aos 3 anos, quando uma febre muito alta causada pelo sarampo desencadeou crises convulsivas. “A febre n�o baixava e tive que ser hospitalizada. Sa� da interna��o j� tomando medicamentos para tentar controlar as crises.” Por�m, ela n�o teve a resposta esperada e passou quase cinco d�cadas com uma m�dia de cinco crises di�rias, de tipos diferentes. “A crise convulsiva come�ava como um mal-estar, tipo enjoo, e logo a nuca pesava. Era muito r�pido, mas j� sabia que ia cair e ter contra��es musculares. J� me machuquei muito nessas quedas, com costelas quebradas e cortes na cabe�a.” Ela descobriu o trabalho desenvolvido no Hospital Fel�cio Rocho ao assistir a uma entrevista do neurocirurgi�o Jos� Maur�cio Siqueira em um programa de TV e passou por todas as etapas do acompanhamento, at� que a equipe decidisse pela cirurgia. “Aceitei na hora. Sempre tive que trabalhar por conta pr�pria porque ou revelava logo que tinha epilepsia e n�o era contratada ou n�o falava e, quando tinha uma crise, era mandada embora. Precisava de ter qualidade de vida”. Depois da cirurgia, Denise n�o teve mais crises e continua tomando os medicamentos. Ela agora se dedica a esclarecer o m�ximo de pessoas sobre as epilepsias, inclusive pelo site www.epilepsiasempreconceito.com.br.


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