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Estado de Minas

Exames mais pedidos para idosos com dificuldade de escutar n�o detectam problema central


postado em 13/11/2012 13:00 / atualizado em 13/11/2012 13:20

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Os males da sa�de surgem na mesma velocidade do avan�ar da idade. Sejam doen�as mais s�rias, como os problemas cardiovasculares e degenerativos, sejam dist�rbios com menor gravidade, como a perda do vigor muscular e da mem�ria. Talvez seja pelo entendimento da pouca complexidade que alguns casos n�o recebam a import�ncia devida. Entram a� os problemas de audi��o. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de S�o Paulo (USP) comprovou alta incid�ncia do transtorno de processamento auditivo central (Tpac) em 85% de idosos, sendo que a maioria deles n�o sabia da exist�ncia da enfermidade devido a falhas em consultas e avalia��es auditivas.


Participaram do estudo pessoas com idade entre 60 e 80 anos, divididas em dois grupos – com e sem comprometimento cognitivo leve (CCL). Os idosos que tinham CCL realizavam atividades cotidianas como comer, vestir e trabalhar, mas se queixavam de lapsos de mem�ria. “Eram pessoas com um risco maior para desenvolver a doen�a de Alzheimer”, explica Tatiane Eisencraft, autora do estudo.


De acordo com a fonoaudi�loga, foi preciso avaliar, por meio de testes comportamentais, o processamento auditivo central (PAC), que est� ligado � capacidade de o indiv�duo processar sons e falar, por exemplo. Tamb�m foram realizados testes eletrofisiol�gicos, que n�o dependem de resposta dos pacientes, para complementar a avalia��o comportamental. Tatiana explica que n�o houve diferen�a significante entre os grupos de idosos, mas uma alta incid�ncia do Tpac em ambos. A taxa m�dia foi de 85%.


A especialista comenta que a avalia��o do PAC � muito conhecida e solicitada para crian�as em idade escolar que apresentam queixas de compreens�o e concentra��o. Na popula��o idosa, n�o existe ainda essa “cultura”. Quando reclamam de problemas de audi��o, as pessoas mais velhas normalmente s�o encaminhadas para a audiometria, um exame que avalia o quanto elas est�o escutando. “Esse exame, muitas vezes, n�o � suficiente para conseguir detectar as dificuldades, uma vez que avalia apenas uma parte do sistema auditivo”, ressalta.

Mais caro

A fonoaudi�loga Bivanete da Fonseca observa que tanto a audiometria quanto a imitanciometria s�o exames mais prescritos por serem mais baratos. O exame do PAC n�o � oferecido pelo Sistema �nico de Sa�de, chega a custar R$ 300 e n�o tem cobertura dos planos de sa�de, j� os mais comuns n�o saem por mais de R$ 50. “Como � um exame mais recente, os conv�nios n�o cobrem e poucos m�dicos prescrevem por ser mais comum realiz�-lo em crian�as com d�ficit de aten��o”, diz Bivanete.


Tamb�m indicado para detectar o Tpac, o exame P300 � realizado por eletrodos e avalia o potencial auditivo evocado no tronco encef�lico, o potencial de m�dia lat�ncia (ac�stica do t�lamo) e o potencial de longa lat�ncia, que avalia o centro auditivo do c�rtex, segundo Bivanete. “Esse � bastante caro e chega a custar mais de R$ 1 mil”, acrescenta. J� o sugerido pela pesquisadora da USP � feito na mesma c�mara em que � realizada a audiometria, onde o paciente, usando fones de dois canais, escuta em um ouvido sons e ru�dos e, no outro, a voz da fonoaudi�loga, que pede a ele para repetir algumas palavras. “Esse procedimento verifica a inteligibilidade da fala, a ordena��o das palavras, a discrimina��o dos sons, a resolu��o e a integra��o temporal”, descreve.

Rotina

Tatiana Eisencraft defende que a bateria de testes para a avalia��o do Tpac fa�a parte da rotina de exames dos idosos. Sintomas como queixas auditivas, compreens�o falha em ambientes ruidosos e de falar ao telefone, e solicita��o frequente para a repeti��o de informa��es s�o sinais de que algo est� errado.
“Com a detec��o do transtorno, � poss�vel realizar o treinamento auditivo, uma reabilita��o para essas habilidades que se encontram alteradas, melhorando a capacidade auditiva e, consequentemente, a compreens�o da fala e da mem�ria, proporcionando principalmente uma melhora na vida social e na autoestima”, opina.

Falhas tamb�m com as crian�as

Desconsiderar queixas relacionadas � audi��o � comum tamb�m em consultas m�dicas de crian�as. Observa��es maternas acerca da sa�de dos filhos muitas vezes s�o confundidas pelo especialistas com excesso de amor, de acordo com estudo recente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa tentou investigar como as m�es lidam com a suspeita, o diagn�stico e o tratamento da surdez dos filhos. Percebeu-se, durante as avalia��es, que em alguns casos o tratamento foi retardado por profissionais de sa�de simplesmente por terem desconsiderado as queixas maternas.


Participaram da pesquisa 10 mulheres sem problemas de audi��o, mas com filhos surdos. Nortearam as an�lises perguntas sobre como, quando e quem suspeitou que a crian�a tinha problemas auditivos; quando e como foi realizado o diagn�stico; e de que forma ocorreu o encaminhamento para a habilita��o. Os dados mostraram que antes da confirma��o do diagn�stico a maioria das m�es suspeitava do problema – indicado normalmente pela falta de rea��o do beb� quando exposto a sons ou pela falta de fala –, mas que ele foi ignorado durante consultas m�dicas.


Para a psic�loga e autora do estudo, Ang�lica Bronzatto, a surdez � encarada em uma vis�o socioantropol�gica como diferencial, sendo o surdo o diferente no que diz respeito � l�ngua e que s� ser� reabilitado por meio da oralidade. “Nem sempre o profissional da �rea da sa�de est� preparado para dar um diagn�stico que, para a fam�lia, ser� uma not�cia ruim e inesperada”, opina.


Entre as 12 crian�as participantes do estudo, seis foram diagnosticadas antes de completarem 1 ano, tempo considerado curto por Ang�lica levando em conta a realidade brasileira. Outras duas, por terem surdos na fam�lia, tiveram acompanhamento de geneticistas ainda durante a gesta��o. Das quatros restantes, tr�s tiveram o diagn�stico at� os 2 anos e uma aos 4 anos.
Em todos os casos, a descoberta deu-se por observa��o pelas m�es. Uma delas, em depoimento, percebeu a defici�ncia enquanto trocava as fraldas da filha, na �poca com 6 meses. “O r�dio-rel�gio despertou e ela n�o se assustou com o barulho”, conta. Depois da suspeita, a m�e passou a testar a audi��o da beb� fazendo barulhos atr�s do ouvido dela. Ao relatar o problema ao m�dico, ouviu que era apenas uma impress�o. A crian�a s� foi diagnosticada com o problema aos 11 meses.


“O que n�o ocorre, muitas vezes, � uma explica��o do que realmente � a surdez, quais as possibilidades de reabilita��o, as v�rias abordagens de trabalho, como o oralismo, a comunica��o total e o bilinguismo”, pontua a psic�loga. A especialista afirma tamb�m que os pais t�m dificuldade de perceber que o filho n�o est� escutando, principalmente quando a perda n�o � profunda, j� que a crian�a parece responder ao som. “Tem que prestar aten��o se a crian�a responde ao som sem pista visual. Se existe atraso da fala, ele tamb�m precisa ser investigado. N�o pode confiar apenas na ideia de que outras pessoas da fam�lia come�aram a falar tarde”, alerta.

 


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