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Estado de Minas

Engenheiro cria tijolo feito de lodo e lama

Pesquisador da USP desenvolve t�cnica que aproveita res�duos de ind�strias e de esta��es de tratamento de esgoto para produzir cer�micas


postado em 12/11/2013 08:51 / atualizado em 12/11/2013 07:52

Bras�lia – Antes considerados lixo, o lodo de esgoto e a lama vermelha acabam de ganhar uma fun��o que pode beneficiar a constru��o civil. Trabalho realizado pelo engenheiro Cristian Camilo Hern�ndez D�az na Universidade de S�o Paulo (USP) conseguiu incorporar esses res�duos na produ��o de cer�mica. A t�cnica promete ajudar na redu��o do material poluente que vai para o meio ambiente e ainda baratear a produ��o de tijolos, telhas e blocos.

D�az explica que a ideia de desenvolver o estudo durante mestrado na Escola Polit�cnica da USP surgiu da vontade de acabar com o ac�mulo de res�duos. “H� necessidade de reciclar os rejeitos, porque sua produ��o vem aumentando consideravelmente, e os m�todos de disposi��o tradicionais est�o sendo esgotados”, justifica o engenheiro. “Outros trabalhos t�m sido feitos com a ideia de us�-los como mat�ria-prima. Alguns deles s�o testes em n�vel industrial”, completa.

O m�todo desenvolvido pelo especialista n�o altera a forma tradicional de fabrica��o da cer�mica, mas encontra uma forma de misturar a lama e o lodo � argila com qualidade satisfat�ria (veja infografia). O lodo utilizado no experimento foi retirado da Esta��o de Tratamento de Esgoto de Franca, em S�o Paulo, e a lama vermelha � origin�ria de uma planta industrial localizada no Par�. Esse segundo material resulta de um processo denominado bayer, que serve para produzir a alumina, componente da bauxita, principal min�rio do alum�nio.

A composi��o dos res�duos tamb�m influenciou na escolha para us�-los na pesquisa, explica D�az: “Ambos t�m fases cristalinas e elementos qu�micos que poderiam ser usados na fabrica��o de cer�mica vermelha, como telhas e tijolos”. O experimento inicial foi bem-sucedido, e as pequenas pe�as fabricadas para teste passaram na avalia��o de propriedades como resist�ncia a flex�o, porosidade, absor��o de �gua e contra��o. No entanto, existe ainda a necessidade de produzir cer�micas de tamanhos maiores. “O estudo foi feito com corpos de prova que t�m dimens�es de 60mm x 20mm aproximadamente. O pr�ximo passo seria testar os melhores resultados com as dimens�es reais dos produtos e fazer provas em n�vel semi-industrial”, complementa o engenheiro.

Ele acredita que seu projeto poder� contribuir para que o meio ambiente sofra menos desgaste. “H� duas vantagens importantes na implementa��o da t�cnica. A primeira � que a quantidade de lixo se tornaria menor. A segunda � que seria usada menos mat�ria-prima natural (a argila). Assim, os recursos naturais seriam conservados por um tempo maior”, aponta D�az. “Embora os produtos feitos com res�duos tenham propriedades tecnol�gicas inferiores aos feitos s� com argila, os valores atingidos por algumas misturas cumprem os par�metros que s�o necess�rios para esse tipo de produto”, acrescenta.

Sustentabilidade
Para o professor do Departamento de Engenharia Civil da Pontif�cia Universidade Cat�lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Ernani Costa, a t�cnica desenvolvida por D�az s� tem vantagens e pode contribuir consideravelmente para a �rea de constru��o civil. “ Acredito que iniciativas como essa s�o mais que louv�veis. Esse � um belo exemplo de sustentabilidade”, destaca.

Costa ressalta ainda a economia de argila que o m�todo permite. “Sabemos que a argila n�o � um bem infinito. Ou seja, ela vai acabar, assim como a �gua. Por causa disso, trabalhos como esse s�o importantes. Conseguir substituir essa mat�ria-prima pode ajudar muito os produtores e o meio ambiente”, avalia.

O especialista tamb�m acredita que a economia gerada pode chamar a aten��o dos investidores. “Ter economia e tamb�m fazer um bem para a preserva��o da natureza s�o vantagens para quem lida com esse mercado. O ideal seria que tiv�ssemos a produ��o de tijolos tamb�m, pois � um dos materiais mais utilizados, e que fazem diferen�a em uma constru��o”, acrescenta.

Tend�ncia
Jos� Prilo, presidente da empresa Prilo, � um exemplo de como as solu��es sustent�veis encontram cada vez mais espa�o. Ele foi um dos primeiros no ramo de constru��o a adotar t�cnicas de reciclagem para produzir cer�micas – nesse caso, vidro de l�mpadas fluorescentes descartadas. O empres�rio explica que a ideia rendeu frutos e conseguiu se destacar no mercado. “Fomos at� copiados por empresas italianas, que come�aram a utilizar o mesmo processo. Vimos isso com muito orgulho, pois acreditamos que fizemos um trabalho de qualidade, que, ao ser reproduzido, pode trazer mais benef�cios ao meio ambiente”, diz.

O empres�rio adianta que dois novos projetos devem surgir em sua empresa, como foco tamb�m no meio ambiente. “Estamos desenvolvendo um piso novo que, em vez de fazer com que a �gua escorra, absorve l�quidos que v�o para a terra. Outra iniciativa s�o grandes placas de cer�mica que, ao serem colocadas em paredes, ajudam na climatiza��o do ambiente, deixando-o mais frio. A ideia pode reduzir o uso de ar-condicionado.”

Na opini�o de Prilo, a t�cnica desenvolvida pelo engenheiro da USP tamb�m poder� contribuir para uma produ��o de mat�rias voltadas para a preserva��o ambiental. “� uma iniciativa muito bacana e que tem tudo para dar certo. Acredito que a tend�ncia do mercado � essa. A sustentabilidade j� � famosa no meio da constru��o civil, e mais e mais t�cnicas podem surgir com esse foco, que � necess�rio.”

 


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