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COLECIONÁVEIS

Erro de fabricação: 7 produtos com defeito que viraram raridade

O cavalo de pelúcia é só o caso mais recente; relembre outros itens que, por uma falha de fabricação, se tornaram objetos de desejo e muito valiosos

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Um simples cavalo de pelúcia com um defeito de fabricação virou um item cobiçado. A falha na costura, que deixou a pelúcia com a feição triste, fez com que as vendas saltassem de 400 para 15 mil unidades ao dia.

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O brinquedo começou a ser produzido em outubro de 2025 em comemoração ao Ano Novo Chinês, que marca 17 de fevereiro de 2026 como o início do Ano do Cavalo de Fogo Yang.

O episódio do cavalinho, no entanto, não é um caso isolado. Ele ilustra um fenômeno curioso no mundo do consumo e dos colecionadores: um erro de produção pode transformar um objeto comum em um tesouro. A falha cria um item único e, consequentemente, raro.

Mesmo que acidental, a busca pela exclusividade faz com que o imperfeito tenha mais valor que o perfeito. Um produto que, provavelmente, seria descartado na linha de montagem, ganha status de relíquia. Os valores de itens de colecionador podem, inclusive, variar significativamente com o tempo e a demanda.

Defeitos que valem uma fortuna

A história está repleta de exemplos em que um deslize na fabricação gerou peças raras e de alto valor. De selos a moedas, passando por brinquedos e livros, esses itens se destacam pela sua imperfeição. Confira alguns casos famosos que se tornaram preciosidades.

Selo 'Inverted Jenny'

Foram impressos 100 selos invertidos nos Estados Unidos em 1918
Foram impressos 100 selos invertidos nos Estados Unidos em 1918 FBI/Reuters

Talvez o exemplo mais famoso do mundo. Em 1918, uma folha de selos dos correios dos Estados Unidos foi impressa com a imagem de um avião de cabeça para baixo. Em novembro de 2023, um único exemplar foi leiloado por US$ 2 milhões.

Cédula sem 'Deus seja louvado'

No início do Plano Real, em 1994, algumas séries de cédulas foram emitidas sem a tradicional frase “Deus seja louvado”. A mudança, que não foi um erro de impressão, mas uma decisão pontual da época, tornou essas notas itens de colecionador.

Desde os anos 1980, ainda na época do cruzado as cédulas possuem a frase, que está presente até hoje
Desde os anos 1980, ainda na época do cruzado as cédulas possuem a frase, que está presente até hoje CB/EM/D.A Press

Beanie Babies com etiquetas erradas

Os bichos de pelúcia Beanie Babies, febre nos anos 1990, também tiveram erros que geraram fortunas. Modelos com erros de digitação nas famosas etiquetas em formato de coração ou cores raras, como o elefante Royal Blue Peanut, tornaram-se extremamente valiosos no mercado de colecionáveis.

As etiquetas fazem parte da coleção, e aquelas com erros de digitação eram consideradas raras
As etiquetas fazem parte da coleção, e aquelas com erros de digitação eram consideradas raras The Image Party/Reprodução

Primeira edição de 'Harry Potter'

A primeira tiragem do livro “Harry Potter e a pedra filosofal” no Reino Unido, limitada a 500 cópias, continha um erro de digitação na página 53. Hoje, essa falha é um tipo de selo de autenticidade, fazendo com que esses exemplares sejam vendidos por dezenas de milhares de libras.

Rowling concluiu seu primeiro livro da saga Harry Potter em 1996. Ela o nomeou como "Harry Potter e a Pedra Filosofal". A autora foi rejeitada por diversas editoras até que a obra agradou a Bloombury, que a publicou em 26 de junho de 1997.
A capa da ilustradora Mary Grand Pré é a principal nos Estados Unidos e no Brasil Reprodução/Internet

Moeda de um real 'duas caras'

No Brasil, um caso conhecido é o da moeda de um real que, por um erro de cunhagem, saiu com a mesma efígie nos dois lados. Também chamada de moeda bifacial, é um item extremamente raro e procurado por numismatas, podendo alcançar valores que, segundo catálogos especializados, superam os R$ 8 mil.

Os exemplares da moeda de um real bifacial costumam ser de 2008
Os exemplares da moeda de um real bifacial costumam ser de 2008 Reprodução/internet

Amiibo da Samus com dois canhões

Fãs de videogames se lembram do boneco Amiibo da personagem Samus Aran, da Nintendo. Uma pequena remessa foi fabricada com dois canhões em vez de um, e colecionadores chegaram a pagar milhares de dólares por essa versão defeituosa.

boneco Amiibo da personagem Samus Aran, da Nintendo
O brinquedo se tornou peça de colecionador Reprodução/Internet

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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