Aliados próximos ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e membros do PL-MG afirmam que não há nenhuma decisão tomada sobre uma eventual disputa pelo governo de Minas Gerais. O tema é tratado com cautela, já que a intenção inicial do parlamentar sempre foi permanecer na Câmara dos Deputados, onde atua como principal puxador de votos do Partido Liberal no estado.

Mais cedo, a Folha de S.Paulo noticiou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, avalia lançar Nikolas ao Palácio Tiradentes em aliança com uma ala do Centrão.

Pouco depois da publicação, o vice-governador Mateus Simões (PSD) divulgou um vídeo ao lado do deputado bolsonarista. “Tudo que vem do deputado Nikolas Ferreira é prioridade porque ele representa Minas Gerais. É assim que a gente constrói o estado em que acredita: com trabalho sério, compromisso e respeito ao povo”, afirmou.

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O gesto ocorre em meio a um impasse mais amplo na direita mineira. A promessa pública de apoio de Simões, pré-candidato ao governo estadual pelo PSD, à candidatura presidencial do governador Romeu Zema tensiona o arranjo entre PSD e PL em Minas. Simões tenta viabilizar uma chapa de centro-direita com o PL no estado, mas a legenda de Bolsonaro condiciona o apoio local ao palanque nacional de Flávio Bolsonaro, em detrimento de Zema e de um eventual candidato próprio do PSD ao Planalto.

As siglas têm até o fim do primeiro semestre para registrar as chapas na Justiça Eleitoral. Nos bastidores, porém, há consenso de que postergar a definição prejudica a corrida eleitoral, e a expectativa é apresentar os nomes ao eleitorado até, no máximo, abril.

Dirigentes do PL indicam que a única saída seria o PSD aceitar subir no palanque de Flávio Bolsonaro em Minas. Em contrapartida, Mateus deve apoio a Romeu Zema, que não pretende deixar a pré-candidatura.

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Caso o palanque entre Zema e Simões se consolide, uma ala do PL mineiro voltou a cogitar apoio ao senador Cleitinho Azevedo como alternativa ao vice-governador. O próprio Cleitinho admitiu a possibilidade, mas afirmou que a decisão sobre uma eventual candidatura ao governo será tomada apenas em março.

 

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