O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, que recebeu “com tristeza” a acusação de machismo feita pela deputada estadual Lud Falcão (Podemos). Segundo Simões, a relação entre os dois é antiga e marcada por parceria política. “A Lud é minha amiga. Foi eleita com apoio do governo e usufruiu desse apoio esse tempo todo. Lamento que a gente chegue a esse ponto”, disse.
O vice-governador negou qualquer conduta machista e afirmou que a ligação telefônica que motivou a polêmica teve como objetivo reconhecer a posição institucional da parlamentar. “Definitivamente, não houve machismo nenhum. Eu liguei para a deputada Ludmila Falcão, vice-líder do governo na Assembleia. Eu não liguei para a mulher do prefeito”, declarou. Para Simões, a iniciativa foi uma valorização do mandato exercido por ela e não uma interferência indevida.
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Ao rebater as críticas do prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão (sem partido), marido da deputada, Simões afirmou que seria inadequado tratar assuntos do mandato com o chefe do Executivo municipal. “Quem tem emenda e cargo no governo é a deputada. Estranho seria se eu tivesse ligado para o prefeito para falar do mandato dela. Isso, sim, seria machismo”, argumentou.
Simões também lamentou o que classificou como uso político do tema. “Fico triste porque é uma relação antiga, que eu espero que não seja destruída por conta disso, por oportunismo eleitoral”, afirmou. Segundo ele, transformar a pauta de gênero em instrumento de disputa política enfraquece um debate que considera essencial.
Ao final, o vice-governador reiterou o compromisso com a ampliação da presença feminina na política. “Ver uma pauta tão importante como a participação da mulher na política ser usada por oportunismo político me entristece”, disse. “As mulheres têm capacidade, direito e precisam ter oportunidade de ocupar todas as posições de poder na política, e eu vou continuar lutando por isso.”
