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Estado de Minas PADECENDO

O imbrox�vel

Procurou outras mulheres, mas n�o conseguia. Depois daquele dia, ficou com disfun��o er�til. Culpou a esposa, que agora era ex


13/06/2021 04:00 - atualizado 13/06/2021 09:38

(foto: Depositphotos)
(foto: Depositphotos)


Seu pai era um homem forte, bravo. Nunca conversava. Quando abria a boca era para xingar ou amea�ar. Nunca ensinava com palavras ou gestos, achava que menino aprendia apanhando quando fizesse coisa errada. Aprendeu a ser daquele jeito com o pai dele, que aprendeu com o av�, que aprendeu com o bisav�...

Aprendeu com o pai a ser um homem agressivo. Fazia quest�o de mostrar sua virilidade. Fun��o de mulher era servir. Homem n�o cuida, homem manda. Homem sustenta fam�lia, mas fam�lia precisa cumprir seu papel, sen�o ele some no mundo.
 
N�o aceitava n�o como resposta. Dividia as mulheres em tr�s categorias: as que ele queria e pegava � for�a; as que n�o mereciam ser estupradas; e as mo�as para casar. Casou-se com uma dessas, e seguiu pegando outras, porque precisava provar para si mesmo que era imbrox�vel.

Cobrava da mulher que ela cumprisse seu papel de esposa, na sala, na cozinha, na cama. Queria muitos filhos, de prefer�ncia homens para mostrar que n�o fraquejava.

Ela estava exausta, mas sempre soube que casamento era assim mesmo, pois foi assim que a m�e dela viveu. Sendo agredida pelo seu pai enquanto ele viveu. Tremia quando ele chegava em casa, torcia para estar b�bado demais e dormisse. Se n�o fosse assim, ela teria que suportar mais um estupro.

Nem sabia que sexo n�o consentido era estupro, mesmo dentro do casamento. Aprendeu que era obriga��o. No culto, o pastor refor�ava a cren�a: mulher deve servir ao marido. Afinal, para que um homem se casa, sen�o para garantir o sexo, sem precisar procurar mulher?

Ela foi adoecendo, e � medida que ela ficava mais fraca, ele a violentava mais, com palavras, com gestos. Dizia que ela n�o servia para nada. Que ela era in�til. Tiveram muitos filhos, mas quando ela perdeu aquele beb�, teve que sentir sua dor em sil�ncio. A culpa era dela, nem para isso servia mais.

Seguiu suportando tudo, at� que viu um de seus filhos apanhar do pai. Toda a f�ria de um homem frustrado, que n�o aprendera a lidar com as pr�prias emo��es, descontada numa crian�a indefesa. Teve medo, mas era m�e, foi defender o filho. Usou o pr�prio corpo como escudo para a crian�a. Apanhou tanto que desmaiou. O menino correu e pediu ajuda, os vizinhos chamaram a pol�cia.

Foi preso, se sentiu humilhado, acreditava que era direito dele. Direito de marido, direito de homem imbrox�vel. Queria voltar para casa, mas ela tinha uma medida protetiva, a tal Lei Maria da Penha. Procurou outras mulheres, mas n�o conseguia. Depois daquele dia, ficou com disfun��o er�til. Culpou a esposa, que agora era ex.

Naquele dia, ele a seguiu depois do trabalho e, quando ningu�m estava olhando, usou a arma que sempre gostou de exibir.

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