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Estado de Minas COMPORTAMENTO

Isso � poss�vel!

A necessidade do lado de fora das casas � gritante, e a necessidade de dentro � ainda maior%u201D


postado em 26/04/2020 04:00


 
Sabendo de minha dedica��o a trabalhos volunt�rios, muitas pessoas me contam que gostariam muito de fazer alguma coisa nesta seara. Mas n�o sabem como, por onde come�ar e muito menos o que fazer. Uns t�m tempo para dispor, outros recursos materiais, alguns os dois. Mas por onde come�ar?
Neste momento de reclus�o tem-se percebido que um n�mero enorme de pessoas n�o se pode se dar ao luxo de atender ao apelo #fiqueemcasa, seja porque n�o tem casa ou, se t�m, n�o cabem todos l� dentro ao mesmo tempo, tanto no sentido f�sico como no simb�lico. Outros precisam sair porque n�o h� como fugir do trabalho, mesmo que este seja pedir algo no sinal de tr�nsito. Fato � que a necessidade do lado de fora das casas � gritante, assim como, mesmo que mais escondida, a necessidade de dentro � ainda maior. De dentro de casa e de dentro da alma.
 
Li certa vez a seguinte frase: “O grande bem de todos � feito nos pequenos sacrif�cios de cada um”. Simples assim. Costumamos aplaudir grandes obras, grandes feitos do bem, como os de Madre Tereza de Calcut�, Irm� Dulce, Gandhi e tantos outros e, por suas grandezas, acabamos desanimados diante de nossa pequenez. E n�o nos iludamos. Eles suaram muito, sofreram muito, abriram m�o de muitos prazeres para fazer o que fizeram. E se n�o conseguimos chegar aos p�s deles, n�o devemos nos envergonhar, porque n�o precisamos ser como eles, mas podemos ser mais do que temos sido.
Nosso maior problema � que n�o estamos dispostos a fazer nada que nos tire de nossa zona de conforto e aqui incluo o fato de que n�o queremos ser vistos como servidores de quem quer que seja. Bem melhor permanecer no papel daquele que nasceu para ser servido. E � exatamente essa vis�o equivocada que nos paralisa. Ali�s, nada mais confort�vel que permanecer paralisados. Agir � trabalhoso e �s vezes chega a doer.
 
Aos que n�o sabem o que fazer, tenho aqui uma s�rie de dicas. Quantas mensagens voc� recebeu de pessoas que est�o vendendo m�scaras feitas por h�beis m�os de costureiras e costureiros que est�o contando os centavos para manter suas casas? Se voc� tem como pagar por uma delas (n�o incluo aqui as de cristais e as Louis Vuitton), compre e d� a quem n�o tem nenhuma. Se voc� n�o tem recursos para comprar, ajude a divulgar campanhas de arrecada��o de alimentos. Ajude a espalhar palavras de esperan�a, ou�a aquele amigo que est� doido para conversar.
 
Muito mais que n�o saber o que fazer, temos pregui�a de pensar no que podemos fazer. A todo instante nos s�o apresentadas oportunidades de fazer algo simples por algu�m, mas o simples n�o tem glamour. Talvez seja hora de aprendermos que o trabalho silencioso alimenta mais a alma que qualquer fotografia no Insta do instante em que dedicamos algo ao outro. Porque a gratid�o da qual temos mais sede n�o � a do nosso beneficiado. Se ele entendeu nosso ato n�o deve ser o que nos importa. Do contr�rio, quando formos capazes de entender que devemos ser gratos por servir, seremos t�o grandes como nossos �dolos do bem. Sim. Isso � poss�vel!

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