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Estado de Minas A BH QUE S� EXISTIU NO PAPEL

A capital planejada deixou projetos que transformariam drasticamente seu panorama

Da demoli��o do Pal�cio da Liberdade � Pra�a Sete subterr�nea, conhe�a planos que nunca vingaram


postado em 12/05/2013 00:12 / atualizado em 12/05/2013 08:11


Em certa medida, toda cidade � como uma tela em branco, desenhada conforme as circunst�ncias de cada �poca. Em constante transforma��o, o resultado dessa obra-prima est� a�, nas ruas, avenidas e pra�as, para todo mundo ver. Dif�cil � imaginar os tra�os que acabaram amassados dentro da lixeira, quase como um rascunho da Belo Horizonte que n�o se concretizou. Nessa cidade de papel, a Avenida Afonso Pena iria at� o Bairro Lagoinha, na Regi�o Noroeste, e terminaria em frente a uma suntuosa catedral, no Bairro Cruzeiro, Regi�o Centro-Sul. Tr�s t�neis passariam debaixo da Pra�a da Liberdade e um minhoc�o de quatro quil�metros seria constru�do em cima da Avenida Ant�nio Carlos.

O Estado de Minas tirou 11 desses projetos do fundo do ba� e redesenhou essa tela em branco chamada Belo Horizonte a partir dos planos descartados ao longo da hist�ria. “Esses projetos carregam a concep��o do esp�rito de uma �poca e muitos deles s� contam com uma �tica. A maioria s�o desenhos vi�rios e visam apenas abrir caminho para o carro. Uma cidade tem que ser pensada de forma integrada, e n�o focando em um setor apenas”, alerta o arquiteto urbanista Fl�vio Carsalade, professor da Escola de Arquitetura de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Muito antes de Oscar Niemeyer idealizar a Catedral Cristo Rei, que come�ou a ser erguida no m�s passado, na Avenida Cristiano Machado, a constru��o de um grande templo fazia parte dos planos da Arquidiocese de Belo Horizonte. O primeiro arcebispo da capital, dom Cabral (1884–1967) sonhava erguer uma catedral no encontro das avenidas do Contorno e Afonso Pena. Por�m, no lugar do sonho do religioso, surgiu o que hoje � a Pra�a Milton Campos.


Projetado pelo arquiteto austr�aco Holz Meister, o maior templo de BH teria capacidade para 12 mil fi�is e seria maior que a Catedral de S�o Pedro, no Vaticano. O desenho traz uma grande c�pula, com anjos de p� e uma torre. O sonho n�o foi adiante, mas deixou marcas: a cruz que marcava o local onde seria erguida a catedral acabou dando nome ao Bairro Cruzeiro. Por falta de recursos, apenas a cripta (esp�cie de por�o) foi constru�da. Anos mais tarde, a Avenida Afonso Pena foi aberta at� o Bairro Anchieta.

Eixo central da nova capital, a avenida mais famosa de BH, ali�s, foi alvo de muitas ideias que n�o vingaram. Em 1960, durante o governo do prefeito Amintas de Barros, cogitou-se o prolongamento da avenida at� o Bairro Lagoinha, na Regi�o Noroeste, a partir de um projeto do engenheiro Geraldo Batista Sampaio. Ao valor de 500 milh�es, um viaduto de 600 metros sairia da Feira de Amostras – no terreno onde hoje � a rodovi�ria – at� uma pra�a que seria constru�da em frente � Igreja de Nossa Senhora da Concei��o, na Rua Al�m Para�ba. “Mais tarde, fizeram essa conex�o com a Lagoinha, mas de outra forma, com a liga��o pelos viadutos do Complexo da Lagoinha. O bairro, que era coeso, acabou se dividindo em dois”, ressalta Carsalade.

Tr�nsito

Historicamente, projetos vi�rios sempre estiveram na ordem do dia. Quando governador de Minas pela segunda vez, entre 1991 e 1995, H�lio Garcia tentou construir um minhoc�o de quatro quil�metros sobre a Avenida Ant�nio Carlos. A inspira��o veio de cidades como Los Angeles e Miami, que apostaram nos corredores elevados como solu��o para o tr�fego. A pista suspensa teria 12 metros de largura e tr�s faixas no sentido Centro/bairro, com sa�das para a Lagoinha e a Cachoeirinha.

Or�ado em 40 milh�es de d�lares, o projeto chegou a ser licitado, mas acabou vetado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, em 1993. “Ainda bem que n�o foi feito, pois degradaria uma �rea urbana muito grande, principalmente os im�veis que ficam pr�ximos a esse segundo andar”, observa o professor. Na mesma �poca, in�cio dos anos 1990, o governador apostou na volta dos bondes a BH, com a implanta��o do sistema na Cristiano Machado. Ao custo de 270 milh�es de cruzeiros, a obra seria financiada em grande parte com recursos de bancos internacionais.

A previs�o era construir 34 quil�metros de linhas no local que, inicialmente, receberia o tr�lebus. Os sistema at� chegou a ser instalado, em 1986, mas jamais funcionou na Cristiano Machado. “Com a implanta��o do bonde, a demanda de passageiros na Regi�o Norte ser� atendida durante os pr�ximos 30 anos”, disse, na �poca, o diretor de tr�fego da Transmetro – empresa que daria origem � BHTrans –, Jos� Alexandre Pinto Coelho. Vinte anos depois, a avenida continua sem solu��o para o problema do tr�fego, para o qual a nova aposta � a implanta��o do transporte r�pido por �nibus (BRT).

Olhar para os projetos do passado � uma li��o, na avalia��o do professor de patrim�nio cultural da UFMG, o arquiteto Leonardo Castriota. “Os projetos t�m a ver com a circunst�ncia e o tempo. Muitas vezes, aparecem ideias que s�o retomadas muito tempo depois e se tornam anacr�nicas. As solu��es de inspira��o ‘rodoviarista’, comuns na d�cada de 1970, j� n�o fazem mais sentido.”


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