
O primeiro dia do julgamento ocorreu ontem (18/4), mas foi interrompido por volta das 20h. Na ocasi�o, as testemunhas e o r�u foram ouvidos virtualmente.
De acordo com a den�ncia do Minist�rio P�blico, o m�dico e outros acusados tiveram a inten��o de forjar e documentar a morte de Paulo Pavesi para a retirada ilegal de �rg�os.
Relembre o caso
Em abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, foi atendido por uma equipe m�dica depois de sofrer traumatismo craniano ao cair de uma altura de 10 metros do pr�dio onde morava.
Paulo foi levado ao Hospital Pedro Sanches, mas, ap�s alguns problemas durante a cirurgia, foi encaminhado � Santa Casa de Po�o de Caldas, onde morreu.
O pai da crian�a desconfiou das circunst�ncias da morte depois de receber uma conta do hospital de quase R$ 12 mil. De acordo com as informa��es, a cobran�a tratava-se de medicamentos para remo��o de �rg�os, que, na verdade, deveriam ser pagos pelo Sistema �nico de Sa�de (SUS).
Segundo o Tribunal de Justi�a de Minas Gerais, na den�ncia consta que a equipe m�dica cometeu uma s�rie de atos e omiss�es volunt�rias forjando a morte do menino para que ele fosse doador de �rg�os.
"Est�o entre as acusa��es a admiss�o em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocir�rgico, a realiza��o de uma cirurgia por profissional sem habilita��o legal, o que resultou em erro m�dico, e a inexist�ncia de um tratamento efetivo e eficaz. Eles s�o acusados tamb�m de fraude no exame que determinou a morte encef�lica do menino", diz o TJMG.
