
Antes da institucionaliza��o da iniciativa, as �reas verdes da capital mineira eram adotadas pelo programa Adote Verde. Por�m, com o Decreto Municipal 17789/2021, o Adoro BH foi estabelecido e conseguiu ampliar os locais p�blicos pass�veis de ado��o, como rotat�rias, ciclovias, canteiros centrais e baixios de viadutos.
A a��o � uma parceria entre a sociedade civil e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Pessoas f�sicas e jur�dicas, escolas, condom�nios, associa��es de bairros, ind�strias, ONGs e �rg�o p�blicos, por meio de um Termo de Coopera��o, podem celebrar a ado��o e auxiliar na valoriza��o dos aparelhos municipais.
“O projeto possibilita v�rios impactos positivos na cidade, como a revitaliza��o, o bem-estar de moradores do entorno, lazer, cultura, melhoria na qualidade de vida. Al�m disso, influencia na sa�de mental, pois as pessoas podem sair de casa com a sua fam�lia e seu animal de estima��o. Os espa�os s�o prop�cios para isso”, disse K�nia Costa, gerente do Adoro BH.
A��o de cidadania e gentileza urbana

“No in�cio, a associa��o de moradores pediu para conseguir um adotante para a pra�a, pois a Vale iria financiar uma reforma. Foi um pouco dif�cil achar algu�m para assumir a responsabilidade, at� que o Alex aceitou. Recentemente, a minha esposa, que � gerente de projetos, conseguiu ter um projeto na Lei de Incentivo ao Esporte aprovada, o que possibilitou a constru��o de uma quadra de t�nis na pra�a. Com isso, o adotante perguntou se quer�amos assumir e topamos”, explicou Claudius, professor de t�nis.
Para o casal, a a��o � uma forma de mobilizar a sociedade civil a colaborar com a manuten��o da pra�a, que, antes, apesar de muito grande, quase n�o era frequentada. “O governo, para atuar, necessita de muita burocracia e s�o necess�rios v�rios procedimentos. N�s, que somos privados, como temos a finalidade social, temos poucos recursos e mais liberdade. A comunidade se juntou e implementamos melhorias, pintamos, reformamos e oferecemos v�rias atividades”, contou Franciola.

Assim como na pra�a coordenada por Cl�udius e Franciola, a mulher conta que a participa��o dos moradores do entorno � fundamental para manter o espa�o. “Embora eu seja a adotante oficial, somos uma rede de volunt�rios, um ajudando o outro. Todos se tornam conscientes que � importante o ambiente estar agrad�vel, j� que a comunidade desfruta do espa�o. � um trabalho muito gratificante, voc� v� que todos os moradores prezam, cuidam e se sentem gratos.”
Mateus Carvalho, representante da empresa Gal�cia Empreendimentos, respons�vel pelo im�vel onde est� instalado o Top�zio Mall, no Bairro Castelo, regi�o da Pampulha, tamb�m acredita que a revitaliza��o das �reas verdes contribui na comunidade. Respons�vel pela Pra�a dos Agricultores, em frente ao empreendimento da corpora��o, o local, que antes era abandonado, aos fins de semana, enche de moradores da regi�o.
“A pra�a tinha muito mato e formigueiros, ningu�m estava usando. Ent�o, resolvemos introduzir melhorias no local, para tamb�m melhorar o empreendimento. A decis�o foi completamente nossa, a PBH n�o estabeleceu essa condi��o para instalar o pr�dio. Mas, quer�amos fazer alguma a��o para a comunidade e o munic�pio”, explicou.

Espa�o de cultura e lazer
Todas as pra�as citadas fazem parte do projeto BH Mais Feliz, que promove, no terceiro domingo de cadas m�s, atividades ligadas � cultura, sa�de e lazer, em parceria com a PBH. No �ltimo domingo (18/9), o programa promoveu a vacina��o de Poliomelite (POV) e a planta��o coletiva de flores e �rvores.

“Conseguimos avan�ar muito, porque estamos dentro da comunidade, temos pessoas que s�o especialistas e formados oferecendo aulas variadas. Promovemos esporte, lazer, cultura e educa��o. Com isso, acredito que os moradores da regi�o tamb�m come�aram a cuidar dela”, disse.
A��es culturais e de lazer tamb�m ocorrem na Pra�a Dr. Carlos Marques. Orozana afirma que, al�m de festividades t�picas, como festa junina, e festa do Dia das Crian�as, encontros de talentos, aos s�bados, s�o promovidas aulas de capoeira e, �s quintas-feiras, feiras de legumes. Antes da pandemia de COVID-19, durante toda a semana havia programa��o de atividades, como aulas de ioga e pr�tica corporal chinesa.
“Estamos voltando com a programa��o gradualmente. T�nhamos, com mais frequ�ncia, a Base Comunit�ria M�vel da Pol�cia Militar, que promovia uma interatividade com as crian�as, por meio de palestras educativas. Toda quinta-feira, h� tamb�m uma feira de legumes e verduras isentas de agrot�xicos, licenciada pela PBH. Enfim, todos podem participar das atividades. A festa junina, por exemplo, chega reunir mil pessoas, j� que o espa�o � muito grande”, comentou.

Como adotar?
De acordo com K�nia, os interessados em adotar devem se dirigir �s regionais e apresentar uma documenta��o. “O processo inicia na regional, para verificar a disponibiliza��o e fazer a ratifica��o da ado��o. Depois disso, ele � encaminhado � ger�ncia do Adoro BH, que ser� respons�vel por efetuar todas as valida��es necess�rias para a concretiza��o”, explicou.
A gerente do programa conta que existem v�rios perfis de ado��o, sendo que em alguns locais a PBH busca adotantes, enquanto em outros pessoas se manifestam voluntariamente. “H� v�rios espa�os, especialmente pra�as, que est�o sendo reformadas pela prefeitura. Com isso, temos uma busca ativa de adotantes para auxiliar na manuten��o e cuidado do espa�o p�blico. Tamb�m tem outras propostas de ado��o que a pessoa ou empreendedor prop�e ao munic�pio a reforma e conserva��o do local.”
Neste �ltimo caso, segundo ela, a PBH envia os t�cnicos, arquitetos e engenheiros para fazer um balizamento da reforma e o processo avan�ar. Por isso, as frentes de ado��o s�o diversas, j� que depende do perfil do adotante, do espa�o e de cada territ�rio. “H� a��es menores, m�dias e maiores, isso pode variar. Por�m, todas tem a mesma import�ncia para o munic�pio”, afirmou.
A maior dificuldade, conforme os adotantes, sem d�vidas, � arcar com recursos financeiros e encontrar pessoas e empresas dispostas a ajudar. “Todo somos respons�veis por um mundo melhor e se cada pessoa ajuda um pouquinho, conseguimos o total. Em pa�ses de primeiro mundo, as pra�as p�blicas s�o idolatradas. BH tem muitos espa�os verdes e esse exemplo tem que ser seguido por outras pessoas, associa��es ou empresas. Assim, eles poder�o fazer o que fazemos aqui ou at� melhor, por causa de recursos financeiros”, ressaltou Claudius.
Mais informa��es sobre espa�os dispon�veis, documenta��o e licita��es podem ser acessadas no site da PBH.
