
Um grande inc�ndio que n�o deixou v�timas e de causas ainda desconhecidas devastou nesta quarta-feira o aeroporto internacional de Nair�bi, o centro de tr�fego a�reo mais importante do leste da �frica, e obrigou as linhas a�reas a anular ou desviar todos os voos.
O inc�ndio, que come�ou ao amanhecer, estava controlado �s 10H00 locais, segundo o centro queniano de gest�o das cat�strofes.
Durante v�rias horas foram observadas chamas gigantescas e enormes nuvens de fuma�a no aeroporto internacional Jomo Kenyatta (JKIA).
Segundo testemunhas, �reas inteiras do aeroporto desabaram e as equipes de emerg�ncia, que foram mobilizadas rapidamente, n�o contavam com recursos suficientes. "N�o foi registrada nenhuma v�tima no inc�ndio", declarou � AFP Nelly Muluka, porta-voz da Cruz Vermelha queniana.
O diretor da Kenya Airways, Titus Naikuni, informou que um funcion�rio da companhia a�rea e um passageiro, que inalaram gases t�xicos, foram hospitalizados.
A presid�ncia queniana anunciou que os voos dom�sticos e de transporte de mercadorias ser�o retomados na tarde de quarta-feira.
A causa do inc�ndio permanece indeterminada, mas o chefe de pol�cia David Kimaiyo anunciou uma investiga��o e pediu que a popula��o permane�a calma. Os voos previstos para Nair�bi foram desviados para outros aeroportos, entre eles o da cidade de Momba�a, na costa do Oceano �ndico. As companhias British Airways e KLM (Holanda) tamb�m foram obrigadas a anular voos.
Dezenas de milhares de passageiros podem ser afetados pelo fechamento de um dos principais centros a�reos do continente africano.
O aeroporto JKIA tem muitos voos dom�sticos, mas tamb�m embarques para v�rias capitais africanas e pa�ses da Europa, �sia e Oriente M�dio.
Segundo a avia��o civil, em 2012 o aeroporto recebeu 6,2 milh�es de passageiros, com um fluxo intenso no m�s de agosto, quando turistas de todo o mundo visitam o pa�s atra�dos por suas reservas de animais selvagens e praias.
O presidente do Qu�nia, Uhuru Kenyatta, cujo pai, primeiro presidente do pa�s, d� nome ao aeroporto, visitou o terminal para avaliar os danos.
Mutea Iringo, funcion�rio do minist�rio do Interior, afirmou que as zonas de desembarque e imigra��o ficaram totalmente destru�das. "� uma crise grave", afirmou Michael Kamau, do minist�rio dos Transportes. "Em todo o aeroporto reina o caos", afirmou Sylvia Amondi, que esperava o desembarque de uma pessoa no JKIA. "Os restaurantes e as lojas foram destru�dos. O teto da �rea de desembarque internacional desabou", disse. "A brigada de bombeiros do aeroporto atuou rapidamente, mas n�o havia funcion�rios suficientes", destacou. "Oficiais do ex�rcito e policiais chegaram com baldes para apagar o fogo", completou.
