
A Argentina vai �s urnas no domingo em elei��es prim�rias dos partidos pol�ticos para escolher os candidatos que v�o disputar metade das vagas na C�mara dos Deputados e um ter�o no Senado em outubro. O voto nas prim�rias � obrigat�rio e 30,5 milh�es de eleitores est�o aptos a votar, 5,8% a mais que no �ltimo pleito, realizado em 2011, quando Cristina Kirchner foi reeleita com 54% dos votos. A grande disputa ser� feita entre os candidatos da prov�ncia de Buenos Aires, distrito eleitoral que definir� as elei��es presidenciais de 2015. E n�o ser� simples.
O candidato opositor da Frente Renovadora, Sergio Massa, teria apenas 2,7 pontos � frente do governista Mart�n Insaurralde, da Frente pela Vit�ria (FPV), conforme pesquisa realizada pela consultoria Poliarqu�a. Massa tem uma inten��o de votos de 32,8%, seguido por Insaurralde com 30,1%. Os demais opositores mais bem posicionados aparecem bem distantes. Francisco de Narv�ez/Frente Unidos pela Liberdade tem 13,2% e Margarita Stolbizer /Frente C�vico, 12,9%.
A pesquisa foi realizada nas grandes capitais com um universo de mil entrevistas. Na Argentina, o sistema de elei��o � pelo voto proporcional por meio de lista fechada, com um l�der que puxa os votos para os demais. Os candidatos que encabe�am as listas partid�rias chegam �s prim�rias sem advers�rios, com chapa �nica. Mas a briga valer� muito mais que as vagas parlamentares. Estas elei��es come�am a definir o quadro sucess�rio de Cristina Kirchner.
Para realizar uma reforma constitucional capaz de habilit�-la a um terceiro mandato, os cristinistas/kirchneristas precisam ampliar a atual bancada de 135 deputados para 172 e a de senadores de 38 para 48. Todos os analistas pol�ticos e pesquisas de opini�o descartam esta possibilidade, mas apontam para uma amplia��o da base governista na C�mara e uma poss�vel perda de dois assentos no Senado.
