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Estado de Minas

Macron � alvo de hackers na v�spera do 2� turno da elei��o presidencial francesa


postado em 06/05/2017 08:01

A autoridade eleitoral francesa alertou neste s�bado sobre a retransmiss�o dos milhares de documentos da campanha do centrista Emmanuel Macron, hackeados e postados na internet, na v�spera do segundo turno da elei��o presidencial contra a l�der da extrema-direita Marine Le Pen.

Este �ltimo acontecimento, ocorrido nas �ltimas horas da campanha oficial entre os dois turnos, foi considerado um ato de "desestabiliza��o" pelo ex-ministro da Economia.

Os arquivos vazados, que tamb�m incluem documentos de contabilidade, "foram obtidos h� v�rias semanas mediante pirataria inform�tica de caixas de e-mails pessoais e profissionais de v�rios encarregados do movimento", anunciou o grupo Em Marcha! liderado por Macron, acrescentando que s�o documentos "legais".

Contudo, segundo a equipe de campanha, "quem est� fazendo isso circular, agregou documentos aut�nticos a muitos outros que s�o falsos, para semear d�vidas e desinforma��o".

Segundo o WikiLeaks, que divulgou a informa��o, trata-se de "dezenas de milhares de e-mails, fotos e anexos datados at� 24 de abril", um dia ap�s o primeiro turno das elei��es presidenciais francesas, vencido por Macron, que enfrentar� a candidata de extrema direita Marine Le Pen.

O WikiLeaks afirma n�o ser o autor da opera��o de hacking, que chama de "MacronLeaks".

Ap�s investigar o hacking praticado contra o Partido Democrata de Hillary Clinton, candidata democrata � presid�ncia americana em 2016, os servi�os de Intelig�ncia dos Estados Unidos acusaram a R�ssia de interfer�ncias na campanha eleitoral americana do ano passado a favor de Donald Trump, eleito em 8 de novembro.

Na manh� deste s�bado, a Comiss�o Nacional francesa de controle da campanha presidencial recomendou os meios de comunica��o a "ter responsabilidade e n�o transmitir o conte�do vazado, a fim de n�o alterar a integridade da elei��o".

"A difus�o ou redifus�o de tais dados, obtidos de forma fraudulenta, e por meio dos quais podemos, segundo toda probabilidade, ser levados � falsas informa��es, � suscet�vel de penalidade", ressaltou em um comunicado.

Desde a publica��o, via Twitter, dos documentos hackeados, a extrema-direita tem replicado os dados.

"Os #Macronleaks v�o aprender coisas que o jornalismo investigativo deliberadamente matou? Assustador, este naufr�gio democr�tico", declarou o bra�o direito de Marine Le Pen, Florian Philippot.

50.000 homens mobilizados

Em mar�o, o Em Marcha! foi alvo de tentativas de phishing, atribu�das a um grupo russo, de acordo com a empresa japonesa de ciberseguran�a Trend Micro.

Esta pirataria poderia afetar o voto dos eleitores franceses no domingo? Nas �ltimas pesquisas divulgadas na sexta-feira, antes do encerramento da campanha oficial, Emmanuel Macron ainda estava bem � frente, com entre 61,5 e 63% dos votos, contra 37-38,5% para Marine Le Pen.

A dois dias da vota��o, a participa��o potencial permanecia relativamente baixa: apenas 68% dos entrevistados disseram estar determinados a votar.

Antes das revela��es sobre a pirataria em massa, a tens�o j� havia aumentado com o an�ncio da pris�o na madrugada de sexta-feira de um ex-militar convertido ao isl� perto de uma base a�rea militar em Evreux, cem quil�metros ao noroeste de Paris.

Sob vigil�ncia desde 2014 em raz�o de sua radicaliza��o, o homem jurou fidelidade ao grupo extremista Estado Isl�mico (EI), de acordo com um v�deo encontrado em um pendrive que estava em seu ve�culo, onde tamb�m havia bandeiras do EI. Uma espingarda tamb�m foi descoberta em um bosque nas proximidades.

Os investigadores tentam determinar se o suspeito estava prestes a cometer uma a��o violenta.

Em 20 de abril, tr�s dias antes do primeiro turno da elei��o presidencial, um policial foi morto na famosa avenida Champs-Elys�es, em Paris. O ataque foi reivindicado pelo EI, respons�vel pela maioria dos ataques que fizeram 239 v�timas no pa�s desde janeiro de 2015.

No domingo, os dois candidato ir�o votar no norte da Fran�a, Macron em Touquet e Le Pen em H�nin-Beaumont.

As medidas de seguran�a ser�o refor�adas, e mais de 50.000 policiais, gendarmes e militares estar�o mobilizados.

Na sexta-feira � noite, durante um com�cio em apoio a Emmanuel Macron, uma deputada socialista de 50 anos, Corinne Erhel, morreu ap�s passar mal. "Recebi com um imensa tristeza a not�cia do falecimento de Corinne Erhel ap�s um mal estar em pleno com�cio eleitoral em Plouisy, quando discursava para 300 militantes para defender os valores da Rep�blica", anunciou o presidente da Assembleia Nacional, Claude Bartolone, em um comunicado.


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