A Uni�o Europeia expressou nesta segunda-feira sua "preocupa��o com o destino da democracia na Venezuela", um dia depois da pol�mica elei��o de uma Assembleia Constituinte.
"A Comiss�o tem s�rias d�vidas sobre se o resultado da elei��o pode ser reconhecido", declarou a porta-voz do executivo da UE, Mina Andreeva, depois que a Espanha, M�xico, Col�mbia, Brasil, Argentina e Estados Unidos, entre outros, anunciaram que n�o reconhecer�o os resultados da vota��o.
Em meio a protestos e viol�ncia, Caracas anunciou que mais de oito milh�es de venezuelanos elegeram no domingo os membros da Assembleia Constituinte, defendida pelo presidente Nicol�s Maduro como a solu��o para a crise pol�tica e econ�mica que atingem a Venezuela.
No entanto, a oposi��o, que controla o Parlamento, rejeitou esta elei��o "fraudulenta", com a qual, em sua opini�o, o governo tenta perpetuar-se no poder.
Os opositores voltar�o �s ruas nesta segunda-feira para exigir a sa�da de Maduro. Em quatro meses, 125 pessoas morreram nos protestos.
A Uni�o Europeia tamb�m apontou a responsabilidade de Caracas para "restaurar o esp�rito da Constitui��o e a confian�a perdida" com sua tentativa de "estabelecer institui��es paralelas", declarou Andreeva, referindo-se � Constituinte.
"Uma Assembleia Constituinte eleita em circunst�ncias duvidosas e violentas, n�o pode fazer parte da solu��o" � crise, acrescentou a porta-voz.
Neste sentido, a UE, que condenou "o excessivo e desproporcional uso da for�a pelas for�as de seguran�a", reiterou seu apelo �s partes para alcan�ar "uma solu��o negociada".
