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Estado de Minas

Stonewall, 28 de junho de 1969: quando os gays encurralaram a pol�cia


postado em 24/06/2019 10:16

"Foi a primeira vez que nossa comunidade encurralou a pol�cia, que at� ent�o sempre havia nos encurralado": desta maneira Mark Segal, veterano dos protestos do Stonewall Inn, descreve a primeira das seis noites de dist�rbios que, h� 50 anos, desencadearam a revolu��o gay.

Na madrugada de s�bado 28 de junho de 1969, um grupo de jovens homossexuais como Segal, l�sbicas, "drag queens" e transexuais decidiu n�o tolerar mais o abuso policial e encurralou um grupo de agentes durante uma opera��o no Stonewall Inn, um bar gay do Greenwich Village em Nova York, pela segunda vez na semana.

Segal, que tinha 18 anos e havia chegado a Nova York procedente da Filad�lfia pouco mais de um m�s antes, conta que naquela noite sentiu uma "paix�o esmagadora", "uma alegria pura", mas que n�o tinha consci�ncia da dimens�o hist�rica do evento, que mudaria a vida de milh�es de pessoas.

No fim dos anos 60, a homossexualidade era considerada uma doen�a, o sexo homossexual era ilegal nos Estados Unidos, com exce��o de Illinois, os gays viviam de modo secreto e podiam perder o emprego ou suas casas se fossem descobertos.

Nenhuma lei protegia a comunidade. Muitas vezes eram atacados nas ruas ou detidos pela pol�cia por conduta indecente.

- Um ref�gio -

O Stonewall Inn, na Christopher Street, administrado pela m�fia, vendia bebida alco�licas sem autoriza��o, mas o produto era misturado com �gua. Famoso por sua grande "jukebox" e por ser o �nico bar gay no qual era poss�vel dan�ar, o local era um ref�gio em meio � opress�o.

"Era um lugar incr�vel. Neste bar voc� podia ser voc� mesmo, apesar de ser administrado pela m�fia, apesar de ser um lixo, n�s est�vamos felizes em ter qualquer coisa", declarou � AFP Martin Boyce, 71 anos, diante do Stonewall Inn, declarado monumento hist�rico nacional pelo ex-presidente Barack Obama em 2016.

Os movimentos pelos direitos dos negros, das mulheres, dos latinos, a revolu��o sexual e os protestos dos estudantes em 1968 e contra a guerra do Vietn� contribu�ram para criar o ambiente prop�cio para a mudan�a.

Mas o historiador David Carter, autor do livro "Stonewall: os protestos que desencadearam a revolu��o gay", destaca sobretudo que a Sociedade Mattachine - uma das primeiras organiza��es gays, fundada em 1950 - j� havia conquistado v�rios avan�os, como por exemplo a legaliza��o de bares gays, o que motivou a esperan�a.

Quando Boyce, filho de um taxista de Nova York, chegou ao Stonewall Inn na noite de sexta-feira com um amigo, o bar estava lotado e a opera��o havia come�ado. Entre os expulsos do bar pela pol�cia e as pol�cias do lado de fora havia quase 200 pessoas.

Ele viu uma caminhonete policial "e um tira brutal empurrando uma 'queen'. Ela o chutou no ombro com seus saltos e ele entrou no ve�culo. Voc� ouvia as batidas, gemidos, o metal batendo contra os ossos".

- "Prontos para lutar" -

"O policial gritou 'Bichas, o show acabou, saiam', mas ao inv�s de obedec�-lo como sempre, n�s come�amos a caminhar na dire��o dele", conta.

A multid�o estava furiosa.

O agente "pegou o cassetete para fazer a amea�a definitiva, mas viu nossos rostos e correu para o bar", ao lado dos outros policiais que j� estavam do lado de dentro.

"Fizemos um semic�rculo diante do bar e come�amos a jogar moedas, depois a briga aumentou", com latas, garrafas, paralelep�pedos, tijolos e coquet�is molotov.

Os manifestantes arrancaram um parqu�metro e tentaram for�ar a porta do bar. Tentativas de incendiar o local foram registradas.

Pela primeira vez Boyce sentiu que havia um "consenso". "Est�vamos prontos para lutar".

Os confrontos duraram a noite toda. "N�o conseguiram parar o protesto, os deixamos esgotados. N�s conhec�amos esta �rea como os �ndios conhecem a floresta", disse Boyce, que foi agredido nas costas.

Treze manifestantes foram detidos e pelo menos um policial ficou ferido.

Os manifestantes convocaram novos protestos no dia seguinte e reuniram uma multid�o ainda maior, com dist�rbios mais violentos. Assim come�ou "a batalha pelo controle do cora��o do gueto gay", afirma Carter.

As seis noites de protestos resultaram no nascimento do movimento de libera��o gay, que se tornou gigantesco, e a associa��es como a Gay Liberation Front e a Gay Activist Alliance que inspiraram milhares de pessoas no mundo.

Para Boyce, "Stonewall � um verbo, uma palavra de a��o, e sempre ser�". "Tornamos este bar famoso e o bar nos deu liberdade. Uma boa troca", conclui, com um sorriso.


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