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Estado de Minas

Elefantes para turistas passam fome na Tail�ndia por pandemia


postado em 31/03/2020 11:01

Elefantes mal alimentados e acorrentados em lugares tur�sticos vazios. Na Tail�ndia, a vida de 2.000 elefantes depende de uma ajuda financeira de emerg�ncia para seus donos, que ficaram sem receita, devido � pandemia de COVID-19.

Desde que cessou o fluxo de turistas, Ekasit, um elefante de 43 anos, est� trancado, com as patas presas, mais de 18 horas por dia em um acampamento a cerca de 30 quil�metros ao oeste de Chiang Mai (norte).

Por causa da falta de arrecada��o, seu dono n�o tem comida suficiente para alimentar o animal. A �nica op��o para Ekasit � buscar bananas no templo vizinho e percorrer a estrada em busca de folhagens, muito escassas durante a esta��o seca, especialmente severa este ano.

"N�o � suficiente. Ele tem apenas metade de sua ra��o di�ria. Sua sa�de est� em perigo", diz � AFP seu guardi�o, Kosin.

O mesmo acontece em muitas instala��es onde os elefantes, por estarem menos alimentados e presos, "�s vezes brigam entre si e se machucam", relata Saengduean Chailert, do Elephant Nature Park, um abrigo para 84 destes animais.

Mesmo antes da pandemia, as condi��es de vida destes animais j� eram estressantes. Muitos parques na Tail�ndia vendem um discurso de �tica e respeito no tratamento destes animais, mas escondem, na verdade, um neg�cio inescrupuloso de duras condi��es de exist�nica para os elefantes.

No final de janeiro, com a expans�o do novo coronav�rus, esta situa��o se tornou ainda mais alarmante.

O v�rus obrigou os visitantes chineses (mais de 25% dos turistas) a permanecerem em casa. Depois, os campos foram abandonados, � medida que a doen�a avan�ava no mundo, obrigando muitos pa�ses a bloquearem suas fronteiras.

Em meados de mar�o, as autoridades ordenaram o fechamento tempor�rio de todos os parques de elefantes para tentar conter a propaga��o da COVID-19. At� o momento, foram registrados mais de 1.500 casos de cont�gio na Tail�ndia.

Mae Taeng, um dos maiores parques do pa�s, recebia at� 5.000 visitantes por dia antes da crise e tinha uma receita significativa, com passeios com elefantes e pol�micas apresenta��es com os animais dan�ando, ou pintando.

No cen�rio atual, dezenas de pequenas estruturas n�o podem mais arcar com seus gastos. A maioria aluga seus elefantes, entre US$ 700 e US$ 1.200 ao m�s. A isso, somam-se os cerca de US$ 50 para alimentar estes animais diariamente e pagar seu cuidador.

"Muitos n�o conseguir�o reabrir, ap�s a crise", afirma Saengduean Chailert.

V�rios parques j� devolveram os animais para seus donos. Apesar da proibi��o de sua explora��o na ind�stria florestal desde 1989, alguns correm o risco de serem "empregados de novo no transporte de madeira, causador de in�meros ferimentos", teme o presidente da Thai Elephant Alliance Association, Theerapat Trungprakan.

Outros animais j� come�am a "voltar a mendigar" nas ruas com seus cuidador.


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