A diretora de Sa�de P�blica de Madri, epicentro da pandemia do novo coronav�rus na Espanha, pediu demiss�o nesta quinta-feira, antes de a regi�o solicitar ao governo um relaxamento do confinamento a partir da pr�xima segunda-feira, informou um porta-voz regional, sem citar o motivo.
A imprensa espanhola informou que a demiss�o de Yolanda Fuentes aconteceu por ela n�o concordar com a flexibiliza��o do confinamento na capital espanhola, regi�o mais atingida do pa�s, com um ter�o dos 26 mil mortos e dos 221 mil casos notificados.
Sem citar Yolanda, a Comunidade de Madri anunciou que o desconfinamento ficar� a cargo de Antonio Zapatero, que dirigiu o hospital de campanha erguido no centro de congressos da capital ante o colapso do sistema de sa�de durante o auge da pandemia.
A regi�o de Madri, dirigida por Isabel D�az Ayuso, militante do Partido Popular (PP, direita) e cr�tica do governo do socialista Pedro S�nchez, solicitou hoje ao Minist�rio da Sa�de passar � fase 1 do desconfinamento, que permite a reabertura de hot�is e terra�os de restaurantes e reuni�es de at� 10 pessoas.
A decis�o de Madri foi tomada ap�s uma forte discuss�o entre o PP e o partido de centro-direita Cidad�os, parceiros no governo regional, sobre o prosseguimento da desescalada.
O governo espanhol leva adiante um plano para desmontar gradualmente, at� o fim de junho, um dos confinamentos mais severos da Europa, em vigor desde 14 de mar�o. As regi�es podem solicitar passar para as sucessivas fases, que implicam uma maior flexibiliza��o, se mostrarem que cumprem certos crit�rios, como ter leitos suficientes ou capacidade de isolar fontes de cont�gio.
