O Banco Central Europeu (BCE) manteve, nesta quinta-feira (16), inalterada sua pol�tica monet�ria anti-crise na zona do euro, na expectativa das decis�es dos l�deres europeus para enfrentar o impacto econ�mico do coronav�rus.
Para apoiar Estados, bancos e empresas, o BCE confirmou ap�s reuni�o de sua inst�ncia dirigente que continuar� a aplicar seu "programa de emerg�ncia" de recompra de d�vida nos mercados (PEPP), enquanto os efeitos da pandemia persistirem.
Este programa de apoio � economia equivale a 1,3 trilh�o de euros e deve durar at� junho de 2021.
Sem surpresa, a principal taxa de juros do BCE foi mantida em zero para os refinanciamentos banc�rios e em -0,50% sobre uma fra��o dos dep�sitos no banco central.
O BCE tamb�m confirmou que reinvestir� os t�tulos participantes do PEPP at� o vencimento em 2022, uma medida para gerenciar melhor esse estoque de ativos a longo prazo, como j� est� fazendo no programa "QE" de compras de ativos implementado em 2015.
Este programa foi confirmado a uma taxa de 20 bilh�es de euros por m�s, aos quais s�o adicionados 120 bilh�es de euros que ser�o comprometidos em 2020.
Mas durante a �ltima reuni�o antes das f�rias, o conselho de governadores do BCE tinha acima de tudo em mente a c�pula de l�deres europeus marcada para sexta-feira e s�bado para tentar chegar a um acordo sobre um plano de recupera��o de 750 bilh�es de euros.
Para a presidente do BCE, Cristine Lagarde, este projeto tem o que � preciso para mudar a dire��o da zona do euro, segundo disse ao Financial Times.
O Fundo Monet�rio Internacional (FMI) tamb�m pediu, na quarta-feira � noite, aos governos que mantenham os bolsos abertos para ajudar empresas e trabalhadores, apesar do risco de explos�o da d�vida.
"Nesta fase da crise, o custo de uma retirada prematura das medidas seria maior do que o do apoio cont�nuo onde � necess�rio", disse a diretora-gerente, Kristalina Georgieva.
Um pacote de est�mulo europeu "eficaz" poderia "aliviar parte da responsabilidade do BCE em rela��o aos pa�ses da zona do euro" em dificuldades, estimou nesta quinta Friedrich Heinemann, economista do instituto alem�o ZEW.
No entanto, esse plano desperta relut�ncia de v�rios pa�ses chamados "frugais" do norte da Europa, hostil � ideia de subsidiar os Estados carentes, principalmente It�lia, por meio de uma mutualiza��o da d�vida.
O BCE decidiu agir diante do colapso do PIB na zona do euro esperado para este ano, de 8,7%, seguido por um crescimento de 5,2% no pr�ximo ano.
Mas a pandemia continua a se espalhar pelo mundo e at� na Europa, onde o pior parecia ter passado, crescem os temores de uma segunda onda de contamina��o.
Medidas localizadas de reconfinamento foram decididas em v�rios pa�ses, como na Espanha e Portugal. E a Alemanha deve decidir nesta quinta refor�ar seu arsenal de medidas diante do risco de uma segunda onda.
Neste contexto, a economia europeia continua parcialmente paralisada. A produ��o na zona do euro permanece bem abaixo de seus n�veis pr�-crise, apesar da recupera��o do consumo, mantendo a infla��o em um n�vel muito abaixo do que o BCE deseja.
A taxa em ritmo anual subiu levemente a 0,3% em junho, mas permanece longe do n�vel desejado pelo BCE de quase 2%.
Al�m disso, o FMI instou na quarta-feira os bancos centrais a continuar no caminho das taxas m�nimas.
