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Estado de Minas

Igrejas mexicanas enfrentam a crise sanit�ria com cortes salariais e empr�stimos


postado em 16/07/2020 15:37

O padre Horacio Palacios precisou apertar o cinto ap�s o fechamento das igrejas cat�licas devido � pandemia, que h� quatro meses deixou sua par�quia na Cidade do M�xico sem renda.

Sal�rios reduzidos, empr�stimos e novos nichos de neg�cios. As igrejas tiveram que se reinventar para sobreviver e ainda n�o est� claro quando ser�o reabertas em todo o pa�s.

"Conseguimos sobreviver ao primeiro m�s ap�s um acordo com os funcion�rios para cortar sal�rios", disse � AFP Palacios, de 45 anos, em sua par�quia no bairro central de Ju�rez.

Apesar da redu��o nos sal�rios da secret�ria, da cozinheira, do sacrist�o e do administrador, os problemas se agravaram em abril, quando o padre precisou pedir um empr�stimo de 24.000 pesos (cerca de US $ 1.000) ao governo local.

A falta de dinheiro tamb�m obrigou o padre Jes�s Mendoza a solicitar um empr�stimo � sua fam�lia para completar a folha de pagamento do templo nos arredores de Acapulco (estado de Guerrero, sul).

"O que fiz foi diminuir a carga hor�ria dos funcion�rios. Eles vinham duas ou tr�s vezes por semana e com metade do sal�rio para n�o demiti-los", diz Mendoza, 67 anos, por telefone.

Al�m disso, "nesses meses, decidi n�o receber sal�rio para que pud�ssemos pagar pelo essencial. No geral, aqui tenho casa e comida".

- Devolu��o de dinheiro -

As par�quias geralmente s�o financiadas com doa��es, mas tamb�m com casamentos, batismos, sorteios ou bazares.

No entanto, o fechamento pela COVID-19 obrigou a devolu��o de pagamentos por servi�os que n�o puderam ser prestados.

"Quando fechamos os templos e cancelamos as cerim�nias, tivemos que devolver o dinheiro, e isso foi uma das coisas que mais nos afetou", diz Palacios, que recebe apenas 5% da renda que tinha antes da emerg�ncia.

Para enfrentar a crise, v�rias igrejas realizam cerim�nias via Facebook ou videoconfer�ncia e buscam contribui��es eletr�nicas.

"As pessoas se conectam, elas nos veem e (...)dizemos que elas podem contribuir com alguma coisa (...), passamos um n�mero de conta", diz Palacios.

A renda da Bas�lica de Guadalupe, um dos santu�rios mais visitados do mundo, tamb�m caiu e as doa��es s�o incentivadas em seu site.

O M�xico � o segundo pa�s com mais cat�licos batizados, depois do Brasil, com 111 milh�es em 2015, segundo o Vaticano.

- Preparativos para a reabertura -

As autoridades eclesi�sticas buscam alternativas para que os templos n�o dependam de contribui��es dos fi�is.

"Temos que procurar outros meios. Algumas par�quias j� possu�am livrarias onde tamb�m vendem velas, �leos e imagens. Precisamos nos aventurar nessa linha para sobreviver", disse o Monsenhor Alfonso Miranda, secret�rio geral da Confer�ncia Episcopal Mexicana.

Ap�s a reabertura de cidades como Guadalajara h� um m�s, as igrejas da capital e de outras regi�es se preparam para o retorno dos fi�is com o uso de m�scaras, tapetes antibacterianos e desinfetantes.

Na Cidade do M�xico, o p�blico n�o pode exceder 25% da capacidade dos templos.

Na Bas�lica de Guadalupe - que atrai milh�es de visitantes todo dia 12 de dezembro, quando a Virgem � homenageada - c�meras medem a temperatura dos fi�is na entrada e o uso de m�scara � obrigat�rio. Quando as missas forem autorizadas, o acesso ser� permitido a 500 pessoas, bem abaixo dos 10.000 que pode acomodar.

Santiago Tirado, 32 anos, que orava com sua fam�lia nos arredores do santu�rio, � c�tico em rela��o �s medidas, mas reconhece: "Se � para nosso cuidado, n�o podemos contrariar".

Os preparativos para receber os fi�is v�o pesar no bolso de igrejas como a do padre Palacios. "Estamos pulverizando o templo gra�as a uma doa��o para que possamos reabrir", disse ele.

De qualquer forma, "n�o esperamos que a autoriza��o para o p�blico lote as igrejas da mesma forma que os shoppings".


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