
Em uma opera��o conjunta realizada por v�rios pa�ses, a pol�cia apreendeu milhares de computadores que pertenciam a uma das mais perigosas redes internacionais de crackers (grosso modo, um tipo de hacker que usa seu conhecimento avan�ado para cometer crimes virtuais).
Trata-se da rede de bots (botnet) Emotet, uma dos mais importantes da �ltima d�cada e respons�vel pelo malware (programa malicioso) de mesmo nome.
Por meio de anexos de e-mail, a Emotet obteve acesso aos computadores das v�timas e depois os vendeu para criminosos que instalaram softwares maliciosos ainda mais perigosos.
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Na opera��o, trabalharam for�as policiais de v�rios pa�ses da Uni�o Europeia, al�m de Canad�, Estados Unidos, Reino Unido, Ucr�nia, a Europol e Ag�ncia da Uni�o Europeia para a Coopera��o Judici�ria Criminal (Eurojust).
A Europol descreveu a Emotet como um dos principais "abridores" de sistemas inform�ticos do mundo.
"Uma vez estabelecido o acesso n�o autorizado, esse acesso era vendido a outros grupos criminosos para mais atividades mais il�citas, como roubo de dados e extors�o por meio de ransomware (programas usados %u200B%u200Bpara sequestrar informa��es e depois pedir dinheiro em troca de sua libera��o)", explicou a pol�cia europeia num comunicado.
Dmitry Smilyanets, um especialista em intelig�ncia de amea�as da Recorded Future, acredita que � improv�vel que o criador da rede e sua equipe tentem reconstru�-la "mesmo que n�o sejam presos".
"Eles t�m dinheiro suficiente para se aposentar em paz ou come�ar uma nova aventura criminosa", estima.
"Um botnet em funcionamento � um sistema muito complicado e delicado. Se mais da metade da infraestrutura n�o estiver funcionando, � melhor abandonar."
Como funcionava?

Durante seus primeiros dias, o Emotet era um malware banc�rio projetado para espionar computadores e roubar detalhes de login.
As v�timas recebiam um documento do Word que parecia importante. Quando aberto, ele pedia para "habilitar macros", um recurso aparentemente inocente embutido no editor de textos, mas que, quando habilitado, permitia que invasores acessassem o computador.
Lotem Finkelstein, especialista em intelig�ncia de amea�as da Check Point Software, observa que acompanha a Emotet h� anos.
"De longe, foi deles o malware mais prevalente e bem-sucedido de 2020", diz, observando que a Emotet enviou golpes por e-mail com mais de 150 mil assuntos e 100 mil nexos diferentes no ano passado.
"Eles constantemente ajustavam seus golpes conforme interesses globais e eventos, como a pandemia covid-19 ou grandes temporadas de compras como a Black Friday", explica Finkelstein.
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