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Estado de Minas PARIS

Filme mudo 'Napole�o' passa por restaura��o tit�nica


16/05/2021 12:11

Uma restaura��o tit�nica, para um filme �pico. Nos �ltimos doze anos, nas profundezas de um forte do s�culo XIX, o renascimento de uma obra-prima do cinema mudo toma forma: "Napole�o" de Abel Gance.

"� uma loucura", resume Georges Mourier, respons�vel pelo projeto desta reconstitui��o or�ada em 2,5 milh�es de euros, na pequena sala abobadada que compartilha desde 2008 com sua editora, Laure Marchaut.

Sob a lideran�a da Cin�math�que fran�aise, d�o os �ltimos retoques na restaura��o deste importante e inclassific�vel patrim�nio cinematogr�fico, venerado por v�rios cin�filos e cineastas, entre os quais Francis Ford Coppola. Uma tarefa hom�rica que eles esperam concluir at� o final do ano.

Relatando a juventude de Napole�o at� o in�cio da campanha italiana, o filme, exibido pela primeira vez em 1927, em uma vers�o de sete horas, � carregado por um sopro �pico, recheado de inova��es visuais e narrativas (incluindo um famoso tr�ptico final, em tr�s telas simultaneamente).

"Abel Gance � muito ousado para a sua �poca. Mistura o sublime e o trash, a luta na lama e a luta com sabre", sintetiza Georges Mourier, sobre esta "�ltima superprodu��o" da era do cinema mudo: "cada sequ�ncia � uma revolu��o cinematogr�fica".

Mas, varridos pelo boom do cinema falado, esquecidos por anos, os rolos dessa obra �nica e abundante se espalharam pelo mundo, alguns perdidos ou destru�dos.

"Gance n�o tinha no��o de heran�a. Ele usava filmes anteriores" para criar novamente. No total, h� entre 19 e 22 vers�es de seu 'Napole�o'. Resultado: os arquivos de Abel Gance formam um acervo disperso e "incrivelmente opaco", segundo o pesquisador.

- "Renda" -

"Napole�o" foi restaurado v�rias vezes.

Originalmente, Mourier e Marchaut pensaram em se limitar a uma miss�o de tr�s meses para estabelecer alguma ordem nos arquivos da Cin�math�que. Finalmente, dedicaram uma d�cada � tarefa, indo de surpresa em surpresa.

Rapidamente, Georges Mourier intuiu que as restaura��es anteriores n�o conseguiram restaurar a obra de Abel Gance em sua forma original, a "vers�o grande" de sete horas apresentada em 1927, com alguns planos totalmente diferentes.

"� um filme Frankenstein", cujas bobinas "se espalharam por todo o mundo", sendo por vezes encontradas por milagre, sobretudo nas profundezas da C�rsega, e "recompostas" pelos v�rios restauradores, sublinha Mourier.

Por exemplo, para entender como Gance havia constru�do uma cena, onde Napole�o ouve a Marselhesa, o restaurador teve que tra�ar um plano com uma c�pia encontrada em Roma, a seguinte em Copenhague...

"Mais do que costurar, faz�amos renda: t�nhamos que desfazer os n�s das antecessoras, sem romper a linha, e voltar a tecer na dire��o certa".

�s vezes trabalhando imagem por imagem, analisaram um total de 100.000 metros de filme, alguns muito danificados ou extremamente inflam�veis.

Laure Marchaut nunca tira as luvas para manusear o filme e ainda se lembra do "cheiro forte de vinagre" que emanava de uma caixa dentro da qual o filme havia mofado.

Para preservar "a alma e a mat�ria do filme" e evitar o "efeito lifting" dos tratamentos digitais, a restaura��o das imagens exigiu processos qu�micos antes dos scans de alta defini��o.

"Uma coisa � certa: o espectador nunca saber� de onde come�amos", garante Mourier. Antes disso, ser� necess�rio encontrar um local de proje��o � altura.

O filme "� feito para a comunh�o do p�blico", nota o pesquisador, que imagina uma proje��o "para milhares de pessoas, com uma orquestra no palco".


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