Assad, que est� no poder desde 2000, jurou sobre a Constitui��o e o Cor�o, na presen�a de 600 convidados, entre eles ministros, empres�rios, acad�micos e jornalistas, segundo os organizadores.
Esta cerim�nia coincidiu com os bombardeios que o governo promove na regi�o de Idlib, no noroeste da S�ria, que provocaram a morte de seis civis, tr�s deles menores de idade, segundo o Observat�rio S�rio dos Direitos Humanos.
As elei��es presidenciais "mostraram a for�a da legitimidade popular dada ao Estado pelo povo e tiraram credibilidade das declara��es dos l�deres ocidentais sobre a legitimidade do Estado, da Constitui��o e da p�tria", declarou Assad, em seu discurso de posse.
"Reitero mais uma vez meu apelo a todos aqueles que se equivocaram (...) e falaram de colapso do Estado", disse, referindo-se aos opositores.
"Digo a todos eles: s�o usados pelos inimigos de seu pa�s (...) e a revolu��o com a qual os enganaram � uma ilus�o", insistiu.
Sua vit�ria nas presidenciais � a segunda desde o in�cio da guerra, que explodiu em 2011, ap�s a repress�o das manifesta��es pr�-democracia. At� ent�o, este conflito, no qual se envolveram tamb�m interesses estrangeiros, deixou mais de 500.000 mortos e provocou o ex�lio for�ado de milh�es de pessoas.
Estados Unidos e outros pa�ses europeus condenaram em maio essas elei��es na S�ria, que para eles n�o eram "nem livres nem justas", e a oposi��o denunciou uma farsa.
- "Liberar o territ�rio" -
Neste momento, o presidente s�rio quer se apresentar como o homem da reconstru��o, depois de acumular vit�rias militares desde 2015 com o apoio de seus aliados, R�ssia e Ir�, com as quais conseguiu tomar novamente o controle de dois ter�os do territorio.
Durante seu discurso, Assad foi interrompido v�rias vezes por aplausos.
"Durante mais de 10 anos de guerra, nossas preocupa��es foram muitas e a seguran�a e o medo dominavam tudo. Mas hoje se trata principalmente de libertar o restante do territ�rio e enfrentar as repercuss�es econ�micas da guerra", disse Asad.
Uma parte da regi�o de Idlib, dominada por grupos rebeldes, escapa ao controle do governo de Assad, assim como �reas sob o dom�nio curdo no norte e nordeste do pa�s.
Pouco antes de seu discurso, o governo lan�ou dois m�sseis sobre o povo de Sarja, no sul de Idlib, causando a morte de seis civis e v�rios feridos, segundo o Observat�rio S�rio dos Direitos Humanos.
"Libertar o restante de nosso territ�rio � primordial para n�s, libert�-lo dos terroristas e de seus padrinhos turcos e americanos", disse Assad.
A tr�gua imposta por R�ssia e Turquia em Idlib e a presen�a dos EUA em �reas curdas e turcas do norte da S�ria impediram at� agora a op��o militar por parte do governo de Assad.
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DAMASCO
Assad toma posse para quarto mandato na S�ria ap�s reelei��o criticada
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