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Estado de Minas LIVERPOOL

EUA diz que G7 vai impor san��es 'maci�as' � R�ssia em caso de ataque � Ucr�nia


11/12/2021 18:39 - atualizado 11/12/2021 18:43

Os Estados Unidos pediram neste s�bado (11) � R�ssia que se retire da fronteira com a Ucr�nia e assegurou que as pot�ncias ocidentais est�o dispostas a impor san��es "maci�as" a Moscou em caso de ataque, durante uma reuni�o do G7 no Reino Unido.

Presente na reuni�o dos ministros das Rela��es Exteriores do G7, realizada em Liverpool at� o domingo, uma encarregada do Departamento de Estado americano assegurou que ainda era poss�vel resolver a crise com a Ucr�nia "atrav�s da diplomacia".

Nesta linha, o governo dos Estados Unidos anunciou que enviar� sua secret�ria de Estado adjunta encarregada da Europa, Karen Donfried, � Ucr�nia e � R�ssia entre segunda e quarta-feira. O objetivo da visita, detalhou, � buscar "progressos diplom�ticos para p�r fim ao conflito em Donbass", no leste da Ucr�nia, "aplicando os acordos de Minsk".

Estes acordos, conclu�dos em 2015 para encerrar o conflito que eclodiu um ano antes entre Kiev e os separatistas pr�-russos no leste do pa�s, nunca foram respeitados.

Mas se a R�ssia "decidir n�o seguir por esta via" diplom�tica, "haver� consequ�ncias maci�as e ser� pago um pre�o alto", alertou a encarregada americana, destacando que o G7 estava de acordo.

"N�o s� se uniriam os pa�ses que estavam na sala para fazer com que a R�ssia pague o pre�o, mas mais Estados democr�ticos", acrescentou.

Durante horas, Otan, Estados Unidos e l�deres europeus acusaram a R�ssia de querer invadir a Ucr�nia, o que Moscou nega.

Na ter�a-feira, de fato, o presidente americano, Joe Biden, falou com o colega russo, Vladimir Putin, advertindo-o que a R�ssia se arriscava a sofrer "fortes san��es, inclusive econ�micas" se intensificar sua a��o militar na Ucr�nia.

- "Agressores mundiais" -

Apesar de as tens�es permanecerem elevadas, os dois l�deres decidiram encarregar suas equipes a realizar reuni�es de acompanhamento para ver se � poss�vel uma desescalada diplom�tica.

A visita de Karen Donfried ser�, portanto, o primeiro passo nesta dire��o.

Al�m das manobras russas na fronteira ucraniana, os chefes das diplomacias de Alemanha, Canad�, Estados Unidos, Fran�a, It�lia, Jap�o e Reino Unido tamb�m mostraram unidade diante dos quais consideram "agressores" mundiais.

"Temos que nos unir com for�a para enfrentar os agressores que tentam limitar as fronteiras da liberdade e da democracia", disse a chefe da diplomacia brit�nica, Liz Truss, cujo pa�s preside este ano o grupo de sete grandes economias.

"Para isso, temos que faz�-lo com uma �nica voz", acrescentou, pedindo reflex�o para "reduzir a depend�ncia estrat�gica" e refor�ar a "arquitetura da seguran�a" das grandes pot�ncias democr�ticas contra os "governos autorit�rios".

Embora n�o tenha especificado esses advers�rios, suas afirma��es v�o na mesma linha das inten��es dos Estados Unidos de conduzir o G7 a uma estrat�gia ocidental para frear as ambi��es da China em n�vel mundial.

Para Liz Truss, a "frente unida" contra os regimes autorit�rios precisa tamb�m se aprofundar nas rela��es econ�micas entre os pa�ses democr�ticos.

"Devemos ganhar a batalha das tecnologias, garantindo que nossas normas tecnol�gicas sejam estabelecidas por aqueles que acreditam na liberdade e na democracia", insistiu, em outra alus�o a Pequim.

Quanto aos di�logos com o Ir� a respeito de seu programa nuclear, espera-se que os ministros do G7 pe�am a Teer� que interrompa a escalada e volte ao acordo de Viena.

Ao longo do fim de semana, os ministros do G7 v�o participar tamb�m de reuni�es com colegas da UE, da Coreia do Sul e da Austr�lia.

No domingo, a ministra brit�nica celebrar� reuni�es plen�rias sobre a seguran�a sanit�ria mundial e a regi�o indo-pac�fica.

Os ministros das Rela��es Exteriores da Associa��o de Na��es do Sudeste Asi�tico (Asean) se unir�o pela primeira vez aos di�logos do G7, um sinal da import�ncia crescente desta reuni�o, � qual Blinken ir� na pr�xima semana, na estrat�gica americana de confronto com a China.

A situa��o em Mianmar ap�s o golpe militar de fevereiro ser� um dos temas abordados.

A reuni�o deste fim de semana � a segunda presencial dos ministros das Rela��es Exteriores do G7 este ano, ap�s a realizada em maio em Londres.


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