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Estado de Minas BANGCOC

ONU: Mianmar registra aumento expressivo das v�timas de minas terrestres


22/02/2023 06:04

As minas terrestres e muni��es n�o detonadas feriram ou mataram 390 pessoas em Mianmar em 2022, o que significa mais de uma v�tima por dia, informou nesta quarta-feira (22) o Fundo das Na��es Unidas para a Inf�ncia (Unicef).

O n�mero representa um aumento de quase 40% na compara��o com 2021.

O golpe de Estado contra o governo de Aung San Suu Kyi em fevereiro de 2021 provocou novos combates com grupos �tnicos rebeldes e a forma��o de dezenas de "for�as populares de defesa" em regi�es que antes n�o registravam confrontos armados, segundo o Unicef.

Mianmar n�o � signat�rio da conven��o da ONU que pro�be o uso, armazenamento ou desenvolvimento de minas terrestres.

Quase dois ter�os dos incidentes foram registrados em �reas de fronteira, onde os rebeldes lutam h� d�cadas por autonomia e pelo direito de controlar os recursos naturais, incluindo madeira e jade, assim como o tr�fico de drogas.

E quase 20% das v�timas foram registradas ao norte de Mandalay, uma �rea que era pac�fica em grande parte antes do golpe, mas que desde ent�o virou um foco de resist�ncia ao regime militar.

Em 2020, ano anterior ao golpe, foram registradas 254 v�timas, segundo o Unicef.

O ex�rcito birman�s foi acusado de cometer atrocidades e crimes de guerra durante d�cadas de conflito interno.

No ano passado, a Anistia Internacional afirmou que as tropas birmanesas instalavam minas terrestres em "larga escala" como parte da luta contra os combatentes contr�rios ao golpe militar, inclusive nas imedia��es de igrejas e em rodovias que levam a planta��es de arroz.

Os dados do Unicef n�o incluem as v�timas provocadas pelos ataques dos combatentes antigolpistas contra "as administra��es locais e as for�as de seguran�a".

A junta militar afirma que mais de 5.000 pessoas foram assassinadas por combatentes antigolpistas e rebeldes �tnicos aliados desde o golpe de Estado at� janeiro deste ano.

Mais de 3.000 pessoas morreram na repress�o das for�as de seguran�a contra manifesta��es e opositores. E mais de 19.000 foram detidas, de acordo com uma ONG local.


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