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Estado de Minas NUQU�

A batalha vitoriosa de negros e ind�genas para conservar seu para�so no Pac�fico colombiano


24/08/2023 12:23
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Diante das �guas azuis do Pac�fico colombiano, os empres�rios idealizavam um porto gigantesco, mas esbarraram com os moradores negros e ind�genas da regi�o do Choc�, que conseguiram parar as obras e preservar um peda�o do para�so.

O Golfo de Tribug�, que tem cerca de 600 hectares de praias, florestas virgens e manguezais que as conectam, foi palco de uma luta entre comunidades locais e grandes empres�rios de 2006 a 2023, antes de a Unesco declar�-lo reserva da biosfera, em junho.

Os 18 mil habitantes desta regi�o, sem estradas nem aquedutos, querem outro tipo de desenvolvimento, mais igualit�rio e sustent�vel.

"N�o vamos permitir que ningu�m o destrua, porque � um patrim�nio natural", afirma Marcelina Moreno, uma mulher negra de 51 anos. Com botas e luvas de borracha, ela percorre os galhos do mangue em busca de "pianguas", molusco considerado uma iguaria no Equador e no M�xico.

O Golfo de Tribug�, onde abundam o atum e o camar�o, "ser� para as crian�as, para que no futuro tenham do que viver", afirma.

Al�m de paisagens exuberantes com mais de 1.500 plantas end�micas, a zona abriga baleias jubarte que d�o � luz nessas �guas quentes entre junho e novembro.

Os moradores negros e ind�genas "falam sobre ecoturismo e pesca artesanal, venda de cr�ditos de carbono e diversas estrat�gias que n�o afetam o bioma", disse � AFP Arnold Rinc�n, diretor da Codechoc�, autoridade ambiental local, que lutou contra o projeto.

- "Porcentagem m�nima" -

O porto deveria conectar o Pac�fico com as regi�es industriais do centro-oeste da Col�mbia. Remonta a 2006 pelo menos, quando cerca de 30 governos locais e empres�rios se associaram para projetar a obra.

Os planos, que envolviam a constru��o de cerca de 80 quil�metros de estrada atrav�s da floresta para ligar a cidade costeira de Nuqu� ao restante do pa�s, progrediram a passos de tartaruga at� que, em 2018, o ent�o candidato presidencial Iv�n Duque disse que o projeto seria uma prioridade.

Ap�s vencer as elei��es daquele ano, o conservador Duque incluiu a obra em seu plano de governo e reiterou a promessa.

Enfrentou, no entanto, a oposi��o dos moradores dos munic�pios de Nuqu�, Tribug� e Bah�a Solano - em sua maioria negros, com uma minoria de ind�genas embera.

O plano oferecia �s comunidades uma "porcentagem m�nima dos lucros". Os moradores rejeitaram.

Por um lado, em uma regi�o onde o desemprego ronda os 30%, e a pobreza afeta 63% dos habitantes, a obra prometia trazer "muito trabalho", lembra Moreno. "Mas, por outro, ia trazer destrui��o para os manguezais, para a terra, para tudo. Ent�o (dissemos) 'n�o' ao porto", conclui.

Cerca de 200 quil�metros ao sul, funciona h� d�cadas o porto de Buenaventura, o maior terminal de carga da Col�mbia no Pac�fico. Mas grande parte da popula��o - que tamb�m � majoritariamente negra - ainda vive desempregada, sem acesso a servi�os p�blicos e sob o jugo de grupos armados que traficam drogas nas proximidades do porto.

"Buenaventura (�) como um espelho. O porto s� traz benef�cios para alguns e traz problemas associados �s comunidades", diz Rinc�n, que promoveu uma manobra jur�dica para vetar o desenvolvimento portu�rio na �rea.

- Neg�cios verdes -

Em fevereiro de 2022 e sob press�o de uma agressiva campanha ambiental, Duque voltou atr�s e pediu � Unesco que designasse a �rea como reserva da biosfera. Este t�tulo, finalmente concedido em 14 de junho, implica priorizar a conserva��o e o desenvolvimento sustent�vel.

A Unesco deu um "impulso internacional" ao pedido dos moradores locais para conter o porto, explica Rinc�n.

O turismo, que entre 2019 e 2021 cresceu 126% na regi�o, segundo dados oficiais, surge como um motor de desenvolvimento. H� tamb�m uma empresa que leva o pescado fresco da regi�o, de avi�o, � mesa dos restaurantes do interior do pa�s.

E o viche, uma aguardente de cana destilada pelos locais, chega aos bares de Bogot�.

As mulheres piangueras, que passam dias inteiros procurando as conchas que vendem pelo equivalente a US$ 7 a libra (34 reais na cota��o atual), esperam que seu produto siga os mesmos passos. Para evitar a superexplora��o, elas fazem defeso e reflorestam o mangue.

O manguezal � "vida", diz Arisleda Hurtado, presidente da associa��o local de piangueras, caminhando entre os ramos deste ecossistema que ret�m di�xido de carbono, mitigando as mudan�as clim�ticas.

"Quando voc� sobrevive de algo que tem que cuidar, n�o d� para acabar com o que te sustenta", acrescenta.


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