- Ausentes a contragosto -
Desde 1901, seis ganhadores do Nobel da Paz n�o puderam comparecer � cerim�nia de entrega dos pr�mios em Oslo.
Em 1936, o jornalista e pacifista alem�o Carl Von Ossietzky tinha sido enviado a um campo de concentra��o nazista.
Em 1975, o f�sico e dissidente sovi�tico Andrei Sakharov foi representado por sua esposa, Elena Bonner.
Em 1983, o sindicalista polon�s Lech Walesa declinou participar da cerim�nia, temendo n�o poder voltar ao seu pa�s.
Em pris�o domiciliar, a opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, premiada em 1991, foi autorizada a viajar a Oslo pela junta militar que governava Mianmar, mas decidiu n�o ir.
Em 2010, o dissidente chin�s Liu Xiaobo estava preso. O pr�mio foi colocado sobre uma cadeira, simbolicamente vazia.
E em 2022, o ativista de direitos humanos bielorrusso Ales Bialiatski, preso, foi representado pela esposa, Natalia Pinchuk.
- Um pr�mio (quase sempre) para os vivos -
Desde 1974, os estatutos da Funda��o Nobel preveem que o pr�mio n�o pode ser concedido em car�ter p�stumo, exceto se a morte ocorrer depois que for anunciado o nome do premiado.
At� a norma ter sido colocada por escrito, apenas duas personalidades foram contempladas, ambas suecas: o poeta Erik Axel Karfeldt (Literatura, em 1931) e o supostamente assassinato secret�rio-geral da ONU, Dag Hammarskj�ld (Nobel da Paz em 1961).
Tamb�m aconteceu de o pr�mio n�o ser concedido como forma de prestar um tributo a um contemplado falecido, como em 1948, ap�s o assassinato de Gandhi.
Um agraciado recente n�o teve a chance de atender o famoso telefonema que anuncia o Nobel: ap�s o pr�mio de Medicina, concedido em 2011 ao canadense Ralph Steinman, soube-se de sua morte tr�s dias antes, embora ele continue na lista de ganhadores.
- Poucas mulheres contempladas -
As mulheres s�o apenas 6% do total de premiados, com 60 contempladas desde 1901.
O Nobel de Economia � o lanterna entre as mulheres, com apenas 2,2%. Em seu conjunto, os pr�mios concedidos �s ci�ncias foram concedidos �s mulheres em 3,7% dos casos. O de Literatura tamb�m � coisa de homens (14,2% foram para mulheres). Quanto ao Nobel da Paz, apenas 16% dos premiados s�o mulheres.
Desde o in�cio do s�culo XXI, 31 mulheres foram recompensadas, tr�s vezes mais do que nas duas d�cadas anteriores. O ano de 2009 marcou um recorde para as mulheres, com cinco pr�mios, inclusive o de Economia, concedido � americana Elinor Ostrom.
Mas, a primeira pessoa a ganhar duas vezes um Nobel foi uma mulher: a francesa de origem polonesa Marie Curie (F�sica em 1903 e Qu�mica em 1911).
- Matem�tica -
Por que n�o existe um Nobel de matem�tica? Reza a lenda que Alfred, inventor da dinamite, teria se vingado assim do amante de sua pr�pria amante, o matem�tico Magnus G�sta Mittag-Leffler.
N�o h� provas que apoiem esta hip�tese e a explica��o mais prov�vel � que em 1895, ano em que Nobel redigiu seu testamento, j� existia uma premia��o na Su�cia para esta disciplina.
Al�m disso, no come�o do s�culo XX, as ci�ncias aplicadas tinham o apoio das elites e da opini�o p�blica, para as quais n�o estaria claro qual era a d�vida da humanidade com a matem�tica.
- Cerim�nias em 10 de dezembro -
Os pr�mios s�o anunciados no come�o de outubro, mas s�o entregues em Estocolmo e Oslo em 10 de dezembro, anivers�rio da morte de Nobel.
Em Estocolmo (pr�mios cient�ficos, de Economia e Literatura), a cerim�nia termina com um banquete para cerca de 1.300 pessoas na Prefeitura, na presen�a do rei Carl Gustaf XVI e da rainha S�lvia.
Em Oslo (Nobel da Paz), cerca de mil convidados se re�nem para a cerim�nia tamb�m na Prefeitura, antes de um banquete para um grupo reduzido.
O embaixador da R�ssia foi exclu�do da cerim�nia em Estocolmo devido � guerra na Ucr�nia. J� em Oslo, o Instituto Nobel noruegu�s prev� convidar todos os embaixadores.
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ESTOCOLMO
Cinco pontos sobre os Pr�mios Nobel
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