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Estado de Minas

Trag�dia mobiliza cariocas, que fazem doa��es de sangue em massa

Trabalho volunt�rio de m�dicos e enfermeiros foram resposta dos moradores da capital fluminense ao epis�dio que chocou o Brasil


postado em 08/04/2011 10:11

Quem procurou as unidades do Hemorio esperou, em média, quatro horas para fazer a doação: 900 pessoas atendidas até o início da noite(foto: Simone Marinho/ Agência oglobo)
Quem procurou as unidades do Hemorio esperou, em m�dia, quatro horas para fazer a doa��o: 900 pessoas atendidas at� o in�cio da noite (foto: Simone Marinho/ Ag�ncia oglobo)
O massacre que na manh� dessa quinta-feira aterrorizou o bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, foi sucedido por uma onda de solidariedade que tomou os cariocas, chocados com tamanha viol�ncia praticada por um rapaz de 23 anos, que depois de disparar dezenas de tiros, tirou a pr�pria vida. O primeiro ato que traduz o in�cio de uma como��o aconteceu logo ap�s os disparos, quando o pai de dois alunos socorreu seis feridos. M�dicos que estavam de folga se apresentaram espontaneamente no Hospital Albert Schweitzer, pr�ximo ao local onde ocorreu a chacina, e volunt�rios formaram longas filas em diversos pontos da cidade para doar sangue.

Ainda pela manh�, quando o Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (Hemorio) fez um apelo � popula��o em busca de doa��es de sangue. Em nota, a institui��o relatou que precisava da colabora��o da sociedade para repor o baixo estoque dispon�vel. Atentos ao pedido, os cariocas lotaram a unidade da coleta do centro da cidade. At� o come�o da noite de ontem, 900 pessoas j� haviam passado pelo local.

A demonstra��o de solidariedade �s v�timas do ataque mobilizou tamb�m 50 policiais militares de Unidades de Pol�cia Pacificadora, que tamb�m se prontificaram a fazer doa��es. A m�dia de espera na fila foi de quatro horas. � tarde, o ex-atacante e atual presidente do Vasco, Roberto Dinamite, convocou torcedores do clube a fazerem o mesmo. A procura pelas unidades do Hemorio foi t�o grande que a enfermeira respons�vel pelo setor de promo��o de doa��es, Neusimar Carvalho, pediu ao p�blico que voltasse hoje. “O importante � que os doadores continuem a vir nos pr�ximos dias”, ressaltou.

Solidariedade
Pai de dois alunos da escola que sofreu o ataque, o t�cnico em eletr�nica Robson de Carvalho, 48 anos, relatou que a filha ligou para a m�e para relatar a trag�dia. Ele contou que, em seguida, correu em dire��o � Escola Municipal Tasso da Silveira em busca de not�cias. O filho j� estava fora da unidade de ensino, mas a menina continuava no terceiro andar, onde professoras trancaram as salas para evitar a entrada do assassino. Ao se deparar com os primeiros alunos que apareceram feridos em frente ao col�gio, ele diz ter colocado seis deles em sua caminhonete e seguido rumo ao Hospital Albert Schweitzer. “Foi muito grave, nunca tinha visto nada igual. As crian�as tamb�m v�o ficar marcadas, mas gra�as a Deus meus filhos est�o bem”, contou, emocionado.

Jos� Marcos Sobrinho, 28 anos, tamb�m prestou socorro a um estudante ferido. Ele relatou que seguia para uma entrevista de emprego quando foi abordado por tr�s crian�as — uma delas atingida por um tiro. Sobrinho contou que pediu ajuda a um motorista que passava pelo local para que levasse a menina de 11 anos ao pronto-socorro. A garota teria dito, no momento em que era socorrida, que diversas crian�as da escola foram atingidas com tiros na cabe�a.

� medida que as crian�as baleadas chegavam ao Hospital Albert Schweitzer, m�dicos e enfermeiros pareciam n�o acreditar no que viam. Uma m�dica disse que profissionais das mais diversas �reas da unidade hospitalar se juntaram � equipe de emerg�ncia para prestar socorro aos feridos. Segundo ela, enquanto prestavam atendimento, os profissionais choravam.

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