Ap�s sobrevoar hoje a Bacia de Campos, no litoral norte do Rio, o secret�rio estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou ter avistado tr�s baleias jubarte no campo operado pela americana Chevron, uma delas a 300 metros da mancha de �leo. "Isso j� caracteriza dano � biodiversidade marinha. Estamos na �poca de migra��o de esp�cies de baleias e golfinhos na regi�o."
O delegado da Pol�cia Federal, F�bio Scliar, que investiga o caso, concorda com Minc: "A empresa j� n�o nega que o vazamento ocorreu pela rachadura na atividade de perfura��o. J� se configurou o crime ambiental. N�o importa a extens�o", disse Scliar.
"Deve sair hoje um dado definitivo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre o tamanho da mancha, relativo a quarta-feira. Eu sei que � muito mais do que a empresa diz, mas n�o vou me aventurar a dizer se � quatro, cinco ou dez vezes", declarou Minc.
Segundo ele, "tudo indica" que a Chevron sonegou informa��o, minimizando o acidente. Para o secret�rio, foi uma falha" o fato de do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pr�vio n�o ter detectado a hip�tese de fissura. "Eu vi borbulhar, continuava saindo �leo n�o havia navios recolhendo."
Para Minc, o acidente foi um "sinal vermelho". "N�o existe risco zero. O pr�-sal vem a�", disse Minc, citando poss�veis "medidas mais preventivas e rigorosas".
