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Estado de Minas

Papa anima Dom Claudio e Dom Odilo fala em cautela

Cardeais expressam opini�es diferentes sobre o pontificado de Francisco


postado em 22/07/2013 09:01 / atualizado em 22/07/2013 10:16

S�o Paulo, 22 - D. Claudio Hummes e d. Odilo Scherer, respectivamente cardeal-arcebispo em�rito e atual cardeal-arcebispo de S�o Paulo, expressam opini�es diferentes sobre o pontificado de Francisco. Enquanto o primeiro derrama elogios ao velho amigo, Scherer adota um discurso mais contido, no qual seria preciso tempo para interpretar os discursos e as a��es do papa argentino.

Hummes, por�m, � muito pr�ximo de Francisco. Em reuni�es oficiais no Vaticano, como o �ltimo conclave, o cardeal brasileiro e o argentino d. Jorge Bergoglio sentavam-se lado a lado nos �ltimos anos. “Acabei me tornando um grande amigo dele. Ele j� o disse (que s�o amigos), est� dito”, resumiu o brasileiro, em evento realizado no fim do m�s passado no Col�gio de S�o Bento, na regi�o central de S�o Paulo.

A amizade de ambos foi demonstrada em gestos p�blicos importantes - quando Bergoglio foi apresentado como papa, em 13 de mar�o, fez quest�o de que Hummes estivesse ao seu lado; o brasileiro teria sido o mentor do nome Francisco, ali�s. E deve se manifestar em parcerias pol�ticas - Hummes � cotado para assumir um posto estrat�gico na administra��o da Igreja, ainda neste segundo semestre, conforme anteciparam alguns vaticanistas.

De linha progressista, Hummes � admirador confesso de Bergoglio, desde antes de o argentino se tornar Francisco. “Ele pretende orientar a Igreja, certamente”, afirmou o cardeal ao jornal O Estado de S.Paulo. Quando a reportagem o questionou sobre a possibilidade de mudan�as em quest�es como div�rcio, celibato e homossexualidade, Hummes disse que o papa deve trabalhar “em todas as grandes quest�es”. “S�o temas dif�ceis e bastante discutidos. Ele n�o faz disso algo que n�o ser� tocado. Para Francisco n�o existem temas que n�o devam ser tocados. Ele quer uma Igreja aberta. N�o existem temas proibidos.”

Sucessor de Hummes na administra��o da Arquidiocese de S�o Paulo e conhecido por uma linha mais conservadora, d. Odilo Scherer, apontado como um dos favoritos a assumir o trono de Pedro no �ltimo conclave, � mais cauteloso - sobretudo ao compar�-lo com Bento XVI. “� evidente que um n�o � o outro, e cada papa transmite para o pontificado aquela que � a marca de sua personalidade. Ainda � cedo para fazermos an�lises”, afirmou ao Estado.

“O papa Francisco tem um jeito muito simples, mas muito direto. Est� preocupado com a autenticidade, a genuinidade das coisas”, avaliou Scherer, para quem Bergoglio tem agradado o povo brasileiro. “Ele vem conquistando a simpatia de todos e j� entrou no cora��o dos brasileiros por seu jeito direto de se comunicar, mas ainda � preciso avaliar o peso que tem o ‘fator novidade’ nas an�lises”, disse Scherer, mais uma vez ao adotar posicionamento cauteloso.

P�s-Francisco

Hummes, por outro lado, acredita que o novo papa devolveu aos cat�licos o �nimo de praticar a f�. “Agora, todos est�o de cabe�a erguida, confiantes de que o papa vai resolver os problemas que est�o a�”, disse. Para ilustrar a situa��o atual da Igreja, ele relembra a par�bola do bom pastor, aquele que tem cem ovelhas e, quando uma se desgarra, corre atr�s dela. “Atualmente, temos uma s� em casa e ficamos cuidando dela. � preciso buscar as 99 que est�o perdidas”, disse.

Sobre a amizade com Francisco, Hummes relembrou a Confer�ncia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em Aparecida, em 2007. Na ocasi�o, ambos trabalharam na mesma comiss�o e tiveram de produzir o relat�rio final. “Foram quase tr�s semanas de trabalho intenso, muitas vezes madrugada adentro.”

Hummes avalia que os pronunciamentos do papa, que t�m chamado tanto a aten��o pela simplicidade e pelo conte�do, s�o “�bvios” - dentro do que se espera como mensagem crist�. “Mas a capacidade que ele tem de passar essas mensagens de modo incisivo e a maneira como ele fala, com autoridade, resultam em efici�ncia na comunica��o”, analisou. “Ele � isso: um papa que n�o deve construir muros, mas pontes. Ponte at� os pobres, ponte at� a cultura de hoje, ponte at� as outras religi�es. Papa Francisco, jesu�ta como �, acredita no di�logo.” As informa��es s�o do jornal

O Estado de S. Paulo.


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