Sete testemunhas foram ouvidas no 49° Distrito Policial pelo delegado Luiz Carlos Uzelin, respons�vel pelo inqu�rito policial do desabamento de um pr�dio em constru��o ocorrido na ter�a-feira (27), no bairro S�o Mateus, zona leste da capital. O acidente matou nove pessoas e deixou 26 feridas. Um funcion�rio continua desaparecido.
Uma das testemunhas, que ser� ouvida na pr�xima segunda-feira (2), Francisco Pinheiro, era vizinho da obra e presenciou o acidente. "Eu estava lavando minha cal�ada e, de repente, desabou tudo. Sa� correndo, olhei para tr�s e estava a poeira no ch�o."
Francisco vivia h� sete anos no im�vel com a esposa, dois filhos e um neto. A casa ficou completamente destru�da. Al�m da resid�ncia, no terreno havia um bar e uma adega, pelos quais Francisco pagava aluguel de mais de R$ 2 mil por m�s. Oper�rios da obra que frequentavam o com�rcio, conta ele, costumavam comentar sobre problemas na constru��o. "Ouvia os funcion�rios dizendo que tinha que cal�ar a obra", disse.
Francisco foi nesta quinta-feira � delegacia com o advogado em busca do Boletim de Ocorr�ncia do caso para entrar com uma liminar pedindo ao respons�vel pelo pr�dio o pagamento de aluguel provis�rio para ele e sua fam�lia. "Estou na casa de parentes, sendo ajudado por amigos. Estou h� tr�s dias com a mesma roupa", disse.
O advogado de Francisco, Wagner Ribeiro da Silva, informou tamb�m que vai entrar com a��o de repara��o por danos morais e materiais. "Quero tocar minha vida, tenho funcion�rio para pagar, tenho contas a pagar, dependo daquilo ali. Estou sem rumo", disse Francisco.
